A NOVA MORALIDADE

Começo essas linhas destacando que não sou preconceituoso, em nenhuma direção. E protesto junto às entidades protetoras das minorias e/ou maiorias para que me deem o beneplácito do livre pensar.

No século XXI, com o advento e efervescência da Internet, a celeridade com que tudo muda ao nosso redor, nada mais natural que as relações humanas igualmente se transformem. Eu me resigno à condição de produto de outra era. O que eu preciso ressaltar aqui é o degringolar social que está acontecendo, num ritmo de frenesi assombroso.

E nossa gente inculta e sem malícia de viver (sim, porque outras malícias há - prá solapar o Erário à luz do dia, prá "soltar a franga" no carnaval - e passar o resto do ano com um discreto constrangimento, prá mentir de uma tribuna e depois pedir desculpas, prá corromper o guarda da esquina...) vai se viciando em necedades que já destruíram outros povos, e passa a considerá-las o hit da vez...

Senão vejamos... quem se interessa em tirar fotinhas ridículas de fundilhos de pessoas famosas? Coisa mais besta, me perdoem os fotógrafos - estúpido é quem dá importância a isso, algo que soa mais para perversão do que exatamente excesso jornalístico ou trabalho fotográfico.

Outra pérola... porque cargas d'água alguém iria se interessar que um marmanjo teria UM NAMORADO? Ah, gente, me desculpem, é o tipo de "gossip" de extremo mau gosto. Se A ou B têm preferências relacionais diferentes de 70% (ou algo próximo) do resto da humanidade, no que isso é interessante? Não parece que essas pessoas estão sendo encaradas mais como objeto de exame do que exatamente como seres humanos?

Mas o que mais me espanta é a rotatividade libertina da chamada categoria artística (jogadores de futebol deslumbrados à parte), coisa digna da antiga Roma! E hoje uma expressão muito em moda é "tá namorando", para representar concubinos/concubinas, amásios/amásias... estou escandalizando alguém? Por gentileza, consultem o dicionário, se pairam dúvidas sobre os significados.

E a palavra "namorada", antes de teor tão romântico e pueril, inspirador de poetas sem conta, hoje nada mais é do que rótulo para "messalinas" modernas se promoverem e ganharem seus minutinhos de fama num pódio cada dia mais rotativo. Pobres marionetes medíocres de interesses maiores - vejam só, aquela meninazinha que povoa os sonhos dos adolescentes de ontem, só porque tem um corpinho bonito, será convidada por revistas masculinas prá fotografar pelada! Se vocês acham isso legal e normal, é porque não conhecem muito dos bastidores infectos (falei em drogas também?) desse mundo artístico.

Artistas e jogadores de futebol muitas vezes arruaceiros, policiais corruptos, políticos imorais...

O resultado dessa salada? Já notaram como temos incrementado a cada dia o número de adolescentes grávidas, de delinquentes abaixo dos 15 anos? Já observaram como está ficando banal a indústria da propina, o tráfico de influência, a comercialização da pessoa humana?

De passagem são banalizadas as relações conjugais, os pedidos de divórcio varrem o país... a "modernidade" que destruiu impérios como o Grego e o Romano chega até nós.

Brasil de gente "moderna" e incauta, que baba com os maus exemplos de sua classe artística e as desonestidades de sua classe política, que está viciada na TV diuturna, continuo tendo pena de ti (eu hoje estou incomodado mesmo!). Será que tem volta?

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