O JUDICIÁRIO QUE PRECISAMOS TER

O desagrado, desconforto ímpar, que as turbulências entre CNJ, AMB e STF causaram pelo Brasil afora, ao longo dos últimos meses foram afastados ontem. Por 6 votos a 5 os magistrados da mais alta corte nacional decidiram que o CNJ pode SIM agir de forma autônoma, sem se ater a resultados correcionais prévios, nos órgãos da Justiça.

E, justiça seja feita. Todos que já leram meu blog certamente notaram o tom acerbo com que muitas vezes usei ao mencionar o Dr. Gilmar Mendes. Mas ontem, o homem foi de uma clareza de motivos e de raciocínios absoluta, ao sustentar a argumentação e, finalmente, proferir seu voto. É algo completamente claro, sem embargo da lisura dos intervenientes, que correições horizontais (num mesmo patamar funcional) NÃO FUNCIONAM. O fisiologismo é algo inerente à pessoa humana, e nem diferenças pessoais mudam esse quadro, na hora "H" dos processos decisórios. Faz-se necessária uma apreciação dissociada dos processos, de maneira a encará-los como são - situações que eventualmente mereçam reparo, ao invés do olhar feudal, isolacionista, de "aqui quem manda sou eu".

Parabéns ao STF. Restaura junto a grande parcela da sociedade brasileira o respeito que se deve aos institutos da Justiça. Repúdio às vozes que condenavam o CNJ, em atribuições que eram perfeitamente defensáveis. Sinal amarelo aos próceres da Justiça que eventualmente tenham algo a questionar, em suas carreiras. JÁ PASSOU DA HORA DE HOMENS PÚBLICOS SEREM E DEMONSTRAREM SER RETOS, E AGIREM COMO TAL. Dentre outras razões, GANHAM PARA ISSO.

Brasil... nem tudo está perdido, afinal... Eu te amo.

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