TORRES, CACHOEIRAS E BICHOS

Com muito prazer brindo meus leitores com essa excelente crônica, do Dr. Antônio V. Lopes, do Min. Trab. de Londrina, a respeito de recentes comédias no Congresso.


Como era reta, forte e firme aquela torre.

De repente, passou a servir de comunicação para celular americano. Começou a ganhar presentes de uma linda cachoeira, onde existem muitos bichos, e gostou.

O que era reto, forte e firme, se curvou ante a cachoeira que, poluída e corrompida, enlameou tudo.
E, na lama, lugar de porcos, todos se lambuzaram, como aqueles velhos conhecidos roubadores do povo.
Macaco é 17 e salário de Senador é 19 – pavão.
“Tenho pena de quem vive com um salário de R$ 19 mil”. Frase de um nobre Senador da República, “Que pena” – de galo, de águia ou de avestruz?
Não sabe - nem imagina – o que é viver com o salário que a maioria dos cidadãos brasileiros vive.
Deselegante, arrogante, petulante, insolente, soberbo, deveria dar as mãos para aquele que “se lixa para o povo”.
E a cachoeira também derramou suas águas, e lama, na direção de um conhecido ator e duble de político, encantando outros quatro senhores da política – sem dúvida, um bando.
Enfim, as torres, os dubles e os outros sucumbiram à cachoeira, podre e poluída, e as fezes vieram à tona.
Enquanto isso, num hospital em Rondônia, os pacientes – haja paciência - estão “internados” nos corredores e na sala de espera, sentados, há mais de um mês.
Faltam médicos, medicamentos, leitos e tudo o que é necessário a um hospital, em suma, não há hospital.
O que se viu, e se vê, é um “depósito de seres humanos”, que não têm a menor noção do que é ganhar R$ 19 mil por mês.
São seres humanos “amontoados” como se fossem coisas, caixas, mercadoria, entulho, por que os recursos para atendê-los, com o mínimo de dignidade, por certo, “engordaram” a conta bancária de alguém que só pensa em olhar para o próprio umbigo.
A seca castiga, como sempre, e o povo sofre, por que falta água, a planta não floresce, o gado morre e a fome aumenta.
Onde estão os recursos? Onde foram parar? Até quando a impunidade vai reinar absoluta e os corruptos e corruptores continuarão “dando as cartas” em nosso País?
E, assim, a vida continua - para alguns - pois, para outros, a morte, nesta loteria, é certa.
“Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: O que fiz, hoje, pelo meu semelhante?” Martin Luther King.
*Antonio Valeriano Antunes Lopes é servidor público estadual no estado do Paraná.

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