quinta-feira, 12 de julho de 2012

CORRUPÇÃO E SUAS DERIVAÇÕES

Um bordão humorístico de alguns anos atrás repetia assim "fica vermelha, cara sem vergonha!".

Pois então. Cabe direitinho na figura da maioria dos brasileiros, na maioria dos políticos, e na Justiça brasileira. As motivações para esses contingentes se envergonharem são: nossa cultura desgraçada do "jeitinho"; o mau exemplo vociferado das tribunas do Congresso (por exemplo "mentir não é fala de decôro"); e finalmente, na leniência oficial da justiça em punir exemplarmente quem lhes surge à frente, bem como a abundância de recursos IMORAIS com que são proteladas decisões dos magistrados.


O que aconteceu? Olhem as manchetes. Os advogados da FIFA, confrontados com a realidade do suborno cometido, beneficiando os Srs. João Havelange, e Ricardo Teixeira, candidamente ponderam que na África e no BRASIL o suborno faz parte do cotidiano, muitas vezes faz parte do pagamento. Diziam que seria praticamente impossível reaver os valores pagos em suborno, dado o tal hábito sulamericano. E dizem que é cultural!!!

Como é que é isso? Pessoas, isso NÃO É CULTURA. É uma excrecência comportamental (se pudermos rotular assim), da mesma maneira que sexo bestial, a mutilação de mulheres africanas, as "festas do boi" da Espanha...


É algo intolerável, do ponto de vista da razão. Mas, principalmente, no caso em exame, é algo que está enxovalhando uma nação inteira.


Antes de mais nada, preciso pontuar que os responsáveis primários por isso são eu e vocês. Que nos acomodamos em nossos sofás de qualidade abaixo da crítica (segundo o primeiro mundo), e ao assistirmos a telinha, só criticamos, mas ninguém tem coragem de ser proativo, e dar exemplo.


Mas eu preciso mais uma vez vergastar as autoridades constituídas no Brasil. O Executivo, por exemplo, deve pedir aos advogados da FIFA para que comprovem que isso é cultural. 


O Legislativo precisa expurgar de seu meio aqueles sanguessugas do Erário, que fazem da corrupção meio de vida, e mostrar que temos HOMENS E MULHERES DE VALOR, nessa nação.

O Judiciário tem urgência de rever institutos processuais dos crimes de colarinho branco, porque desde que me entendo por gente, tivemos uma dúzia, talvez, de engravatados condenados, e muitos menos obrigados a devolver o que sua cupidez amealhara.

Com a palavra os TRES PODERES, que costumam chamar o Brasil de República (para o exterior não passamos de republiqueta).

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