O EXEMPLO VEM DE CIMA

A Dra. Yara de Castro, ao ter o veículo onde viajava, conduzido por sua filha Roberta, detido por blitz da PM em São Paulo, demonstrou descortesia extraordinária, pelo que sabemos.

Ao recusar-se a fazer o teste de embriaguez, a filhota da digna desembargadora concitara a senhora sua mãe a mostrar às autoridades em serviço "quem nós somos".

Cláudia, de uma pobreza absoluta o teu procedimento. Dra. Yara, de lapidar grosseria o insinuar que era autoridade - digamos assim - superior àquelas que alí estavam.

Porque, prezadas, a manifestação da filha demonstra a falta de cultura de nossa gente, mesmo os melhor aquinhoados, quando, em situação de confronto, o que sabem é reagir com imprecações e ameaças veladas.  Essa moça em nada difere dos que pedem esmola nos semáforos, e ao não serem atendidos, amaldiçoam os passantes. Não ficou longe dos torcedores que xingam o juiz ao considerarem uma marcação incorreta. Em suas mais baixas manifestações.

A manifestação da Exma. desembargadora exprime de maneira abominável a ostentação de poder com finalidades puramente pessoais, fisiologistas, a saber - "sou AUTORIDADE, tenho imunidade". Como assim?

Naquele momento, autoridade eram os policiais em redor, fazendo o trabalho deles, sujeitos a agressões armadas de criminosos, se alí passassem. Com certeza não lhes passava pela cabeça a agressão de uma desembargadora e sua filha, que naturalmente não considerariam criminosas. Eles estavam alí tentando, na forma da lei, oferecer segurança às senhoras, e aos milhões de cidadãos que povoam São Paulo. Não estavam brincando de polícia-e-ladrão, não estavam para achacar ninguém, possivelmente nem sabiam quem era a senhora, Dra. Como lhes faltariam ao respeito?

NO mesmo passo, senhoras, estou TOTALMENTE seguro de que a policial Cláudia não foi deseducada ao abordá-las. E, Roberta, qual é o problema em realizar o teste do bafômetro? Teria uma ótima chance de demonstrar depois, nas rodas de amigos, o quanto você é civilizada, pense nisso! Quem não deve, não teme! OU SERÁ QUE VOCÊ NÃO PODERIA FAZER O TESTE? Se não havia motivo para não fazer o teste, recusá-lo é sem sombra de dúvida demonstração de estreiteza de espírito, para não colocar algo mais enfático e contundente.

(vale dizer que, a crer na mídia, caronas que até então também estavam no carro demonstraram mais civilismo e responsabilidade, do que a Exma. doutora e sua filha temperamental).

Em suma, Excelência, a ocorrência foi um completo tratado da falta de civilismo. O que é pior, veio de uma categoria social que se supõe esclarecida, e de uma área profissional que se supõe cumpridora da lei.

EM TEMPO: Se os fatos não foram esses, ou dessa maneira transcorridos, preciso ser esclarecido, e me retrato, não tenho o menor problema com isso. Preciso, afinal, acreditar na mídia que divulgara o feito. Mas... enquanto isso, fica aqui a crônica.

Brasil... o que dizer de ti, se até quem deve fazer justiça, afronta essa mesma justiça?

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