segunda-feira, 9 de julho de 2012

SINDICATOS PERVERSOS

Como é do conhecimento de todos temos alguns milhares de funcionários públicos de braços cruzados, em ordem de greve, por reajustes - motivo principal, e outras demandas de somenos.
O governo federal aparentemente não negocia com os grevistas. Disso reclamam os sindicatos.
Primeiramente, preciso parabenizar mais uma vez nossa presidente, Sra. Dilma Roussef, pelo desassombro com que tem encarado o imbróglio. A despesa administrativa oficial é altíssima. Não olvido da necessidade de reajustes serem realizados, mas penso que de vez que estamos vivendo outros ares, precisamos ter outros mecanismos para reivindicar o que precisa cada brasileiro.
Sobre os sindicados, um brevíssimo resgate (acontece que eu fui representante sindical e sei como a banda toca). Essas estruturas foram pretensamente criadas para defesa dos direitos de seus aderentes - é importante notar que a associação a sindicato é livre, embora a contribuição sindical, aquela que nos é cobrada (eu não disse extorquida?) por lei anualmente não o seja.
Pois bem, a partir de um corporativismo focado, lá pela década de 50 do século passado, modernamente temos criaturas mais poderosas que seus criadores. E essas criaturas agora não estão aí para benesse, não senhor! O que se pugna por ter é PODER. Então, vemos sindicatos apoiando essa ou aquela vertente, sendo utilizados mesmo para manipulações na hegemonia partidária, e naturalmente para alçar nomes à esfera política maior.
Porque digo isso? Porque as massas que a qualquer título se organizam sob alguma égide sindical estão sendo sistematicamente USADAS. Porque as cúpulas de cada sindicato planejam, ouvem a base por ouvir, mas eles são quem dita as regras. Se alguém for demitido, será muito longe dos gabinetes, no ar condicionado dos que não colocam o "couro na chuva". Então, uma vez eleitos, seja qual for o cargo político, se tornam componentes da máquina que costumam criticar nas assembléias. Um vociferar tão inócuo quanto prolixo, e repleto de "questões de ordem".
Ingratos, esses dirigentes sindicais. Historicamente ingratos, a começar pela ingratidão cometida contra o Sr. João Goulart, nos primórdios. Ingratos, porque a eles não interessa MUDAR NADA. Senão já teriam mexido nessa estranheza legal chamada CLT - já teve sua utilidade, hoje não mais. Ingratos porque se limitam a considerar quantas serão as baixas (demissões), para planejar o próximo passo. Ingratos, senhores e senhoras, porque nós lhes pagamos o salário - e bem pago - e eles fazem como fazem os inimigos da democracia brasileira (me refiro aos políticos que exibem fisiologismo e descaso com seus eleitores). Não mudam nada, até porque tal "status quo" lhes interessa.

  

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