CHIPS E PESSOAS... E AGORA?

O noticieiro abundante da internet me dá notícia interessante...

Escola dos arredores de Brasília, D.F., implantou sistema de monitoramento por chips para os alunos da instituição. Acontece que estavam preocupados com a saída antecipada dos "teens" das aulas... Discutiram a medida com os pais, e decidiram levar a cabo o planejado, a título de experiência, a princípio.

Pelo que se apurou, a coisa teve reflexos positivos - a saber, os pais se aproximaram mais do corpo docente, e imagino que sem dúvida os alunos estejam apreendendo conteúdo mais amplo do que supunham necessitar.

Mas então... como muito pouca coisa nesse mundo é perfeita, um certo Dr. Guilherme Madeira levanta a questão de que a medida feriria direitos aos direitos  e à privacidade, etc e tal dos alunos. O homem é especialista na malfadada lei apelidade ECA.

Eu seria capaz de jurar que o Dr. Madeira, para chegar ao estágio de doutor, não teve vida vadia, em seus tempos de escola. Certamente se aplicou nos estudos, e logrou sucessos graças a Deus que o guardasse e aos conhecimentos amealhados. Mas o que tem isso a ver com o tal do chip (que é implantado nas camisetas dos alunos)?

Tem a ver, Dr. que crianças e adolescentes são cidadãos EM FORMAÇÃO. Um erro crasso de nossa sociedade moderna é considerar que desde o seu nascimento, tem-se um cidadão em cada criança. Não é bem assim. Trata-se de um cidadão em potencial, cujo cabedal de conhecimento e educação será (deveria ser) preenchido de forma paulatina e adificante, produzindo GENTE.

A leniência (eu suspeito uma secreta conspiração para "emburrecer") do governo com nosso sistema de ensino, adicionada ao descaso com que crianças de maneira quase geral são jogadas no mundo, tem produzido seres mal-formados, ignorantes sob todos os aspectos da palavra, muitos dos quais, mais dia, menos dia, estarão atrás de grades...

A pós-modernidade demanda algo mais que a simples redação do ECA. Precisamos de instituições que não negociem posturas, de lideranças talhadas para tal, de preceptores de alunos (caso desta crônica) preparados e protegidos capazes de passar conteúdos sólidos, inclusive eliminando essas coisas horrorosas chamadas "cotas".

Dr. Madeira, olhe outra vez... a argumentação de V.Sa., "data maxima venia", e salvo melhor juízo, é de uma banalidade absoluta.

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