PÁSCOA - O QUE MESMO?



Modernamente, quando se comenta sobre a sexta-feira da Paixão, surgem quase que automaticamente projetos de viagem, retiros espirituais, visita a parentes, mesas com preparações à base de bacalhau e, por prosaico que parecesse, produções de chocolate (ovos grandes e pequenos, colombas, coelhinhos de chocolate... etc e tal.)

Notem bem, senhoras e senhores. Pouco ou nada se comenta sobre a Última Ceia, nem do sacrifício de Cristo, que é de onde surgiria a Páscoa D.C.

Até alí tal evento era celebrado somente pelos judeus, e tinha o fito de relembrar àquele povo a libertação miraculosa que teriam experimentado, da servidão ao Egito, conforme nos narra a Bíblia.

Então, temos que a Páscoa foi estendida a toda a Cristandade, e as outras religiões de alguma maneira se beneficiam do feriado - não me lembro de ouvir dizer de gente protestando porque queriam trabalhar na sexta-feira da Paixão!

Mas... sempre o capitalismo, esse polvo insaciável, com seus tentátulos perscrutadores... Imaginaram que, assim como o Natal, onde presentes historicamente são trocados, para de alguma maneira representar o Presente que Deus concedeu aos homens (na pessoa de seu filho nascido homem), o evento da Páscoa poderia originar algum lucro. Mas como fazê-lo?

Do simbolismo da vida que se renova, representado por ovos (de verdade) presenteados entre as pessoas da Cristandade, os confeiteiros franceses descobriram o "ovo de Colombo" (se me permitem a representação). Notem bem, NÃO FORAM OS AMERICANOS, dessa vez, os autores da façanha.

Sou fascinado por chocolate (inclusive em sua forma puríssima, praticamente só cacau, como encontramos na Bahia). Nada a ver com a lucratividade dos espertos que vendem um ovo de 250 g por R$ 15,00 e uma barra de chocolate de 250 g por R$ 4,50.

O que me deixa meio ensimesmado, quase macambúzio, é que tudo na Páscoa, agora, gira em torno de chocolate! E assim, as novas gerações sabem quase nada dos simbolismos - sequer a renovação da vida, muito menos o sacrifício de Cristo!

Bem, torçamos para que nessa Páscoa que se avizinha ninguém se enforque (como aconteceu ano passado, no Nordeste). E que as pessoas busquem entender o sentido por trás da ingestão desmedida de doces à base de cacau.

De passagem... acreditam que Brasil e África produzem cacau, mas o melhor chocolate vem ou da Suíca ou da Bélgica? Vai entender... espertos são eles... a gente vende cacau a preços módicos, e eles, quase que num "drawback", nos devolvem chocolate, a preços surpreendentes! E vai reclamar do preço!

Feliz Páscoa aos meus leitores, com a relembrança do verdadeiro simbolismo pelo qual a Cristandade para (e obriga o resto do mundo a parar)!

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