domingo, 14 de abril de 2013

OS GRILHÕES DA PERFÍDIA

Domingão... momentos de relax... 

Estive refletindo uns momentos para a letra vibrante, algo empolada, do nosso Hino da Independência.

Letra inspirada nos ideais de Evaristo da Veiga, melodia tocante do nosso imperador, D. Pedro I, tem na composição os versos "Os grilhões que nos forjava da perfídia astuto ardil..."

Sentenças que me fizeram pensar. Nos estertores do regime militar que nos governou a partir de 1964, a perfídia assumiu o controle das coisas. Foi o que concluí.

Senão, como justificar o status de "categoria superior" que ostentam nossos políticos, mormente os do Legislativo?

Como justificar, diante de uma população carente, ignorante, com desafios na Saúde, Segurança, Educação, as mordomias que ostentam nossos deputados e senadores? Por exemplo, como dizer aos moradores da periferia de nossas cidades que eles vão ter de recorrer ao SUS, para suas necessidades de saúde, ENQUANTO os senhores parlamentares têm despesas médicas - cometidas onde quiserem - indenizadas com recursos públicos?

Como explicar, à comunidade mundial, que nossos homens públicos vivem cercados de benesses que fariam corar de vergonha quaisquer políticos europeus? Como explicar que nossos vereadores têm função semelhante à dos seus congêneres alemães, EXCETO pelo detalhe de que enquanto aqui o cargo é remunerado por pouco trabalho, lá o cargo é encarado como uma missão graciosa em benefício da comunidade, e entregue a pessoas que continuam com seus misteres, MAS não recebem salário de vereador?

Como entender que a maioria imensa daqueles homens (e mulheres, é bom que se diga) "enternados" e de modos algo afetados, se mete costumeiramente em negócios escusos, dilapidando o Erário, negociando interesses pessoais, intermediando favores, superando de longe quaisquer paralelos? Como explicar um "Mensalão"? Ou os "anões do orçamento"? Como???

Adiantaria dizer que muitas comunidades pelo Brasil (por exemplo, alguns bolsões de condição extrema, no Nordeste) estão sem condição de sobrevivência por falta de interesse político? Quem nos daria crédito?

Fomos traídos, miseravelmente, na transição do regime de exceção para a democracia livre. Não temos democracia, e nem somos livres.

De uma coisa estou certo. Os militares que participaram do golpe de Estado 1964 (esse seria o rótulo correto) NUNCA imaginaram que estavam alimentando serpentes peçonhentas, ao encaminharem o processo de abertura. Eles também foram traídos.

Um ardil astuto. Planejado com calma, com tempo, com aconselhamento de peso... O resultado? Uma nação de joelhos, sem nacionalidade, sem amor próprio, sem respeito às instituições, sem norte algum.

Ainda falo a respeito, no futuro.

Brasil, Pátria Amada! Quando serás verdadeiramente livre de quem te explora tão cruelmente? Te amo, Brasil!

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