DEZESSETE ANOS DEPOIS... PC FARIAS

Começa hoje o julgamento dos acusados pelo assassinato do Sr. "P.C." Farias e sua namorada.

Aos que estão chegando agora, inclusive jovens de menos de 17 anos, vale relembrar que o "de cujus" senhor fora tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor de Melo, o qual - até me provarem o contrário - foi "rifado" da Presidência porque incomodou demais alguns integrantes do Legislativo.

Mas então, o Sr. PC Farias foi encontrado morto, ao lado do cadáver de sua namorada, Srta. Suzana Marcolino. À parte aquela piada infame, em que "um matou o outro e o outro matou o um", muita gente considera crime passional, como se todos os milhões de brasileiros que souberam do caso fossem mesmo palhaços ou crianças, incapazes de concluir que aquilo foi nada mais, nada menos, do que uma "queima de arquivo", algo tão comum em nossa política brasileira (e também nos círculos criminosos comuns).

Aquele senhor gordinho, calvo e de bigodinho com toda a certeza teria meios muito mais convincentes e menos violentos para se despicar de alguma infidelidade de sua namorada. Igualmente, aquela bela morena certamente saberia gerenciar seu relacionamento com o cavalheiro, sem precisar meter uma bala no moço...

Em contrapartida, o homem tinha as fontes de financiamento da campanha do Sr. Collor. Sabia quem lhe devia e a quem ele mesmo devia. Já estava sendo indiciado por irregularidades, e com toda a certeza de alguma maneira algum nome ilustre - mesmo dentre aqueles que hoje povoam o Congresso - surgiria maculado.

Não, aquilo lá passou LONGE de crime passional. 

Agora imaginem o circo: alguns "adevogados", o Ministério Público, na pessoa do Dr. Marcus Mousinho, um juiz, servidores da Justiça em geral (meirinhos, porteiros, escrivães... prédio, móveis utilizados, equipamentos de informática e outros... Eu estou curioso em saber quanto será despendido com esse julgamento, mas arrisco algo em torno de uns R$ 500.000,00. Algumas emissoras de TV, outros tantos jornais, comentaristas tantos estarão na cobertura e fazendo suas "análises".

Isso depois de DEZESSETE ANOS de ocorridos os crimes. Testemunhas (se as houvesse) falecidas de morte natural, ou esquecidas dos detalhes... como se pode fazer Justiça assim? Se fosse um caso como aqueles da série americana "Cold Case" eu ainda daria algum crédito à coisa, mas assim como está?

MERO CIRCO.

Como, pelo amor de Deus, será atribuída culpa? Se de nenhum dos acusados a serem julgados há prova material de envolvimento? Como, se há já tres versões de laudos, e eles discordam entre si formalmente, e têm fundamentação? Como haverá condenação, se inclusive os policiais arrolados para julgamento estão em boas relações com a família do falecido? E, pelo tempo imenso decorrido, como será a atribuição de pena? Ah, me poupem...

NOSSA GENTE É IGNORANTE MESMO. Enquanto uma bobagem dessas capitaliza atenção e dilapida o Erário, estamos preocupados com a proteção dos direitos dos 'gays' (proteção assegurada em lei, já), com as obras da Copa (onde os chopins de sempre estão sugando a teta pública, atrasando cronogramas e nos fazendo envergonhar diante do mundo...).

Melhor seria se o MM. Juíz, em face da proteção do Erário e evitando a dilapidação da imagem da Justiça, extinguisse essa brincadeira de mau gosto. Com toda a certeza ele encontraria um motivo cristalino para tal. E ninguém me fale sobre satisfação à sociedade a respeito - explicar que estaria economizando recursos do Eraŕio num julgamento estéril já estaria de bom tamanho!


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