sábado, 29 de junho de 2013

MATANDO A "GALINHA DOS OVOS DE OURO"

Notícia de hoje, do excelente portal de notícias UOL, nos informa que o desmatamento na Amazônia continua...

Mas a coisa mais interessante é que estão acontecendo incrementos nessa atividade destruidora justamente em áreas "PROTEGIDAS" perto do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) em realização na região Norte.

Agora vejam... se a coisa acontece mesmo nas "barbas" do governo, e quase que a estímulo oficial, COMO SE PARAR UMA COISA DESSAS?

O argumento é que os projetos governamentais atraem migrantes, que então precisam de espaço para se instalar, e também que, ao abrir áreas para os reservatórios de projetos de hidrelétricas (tantas alternativas, e a turma continua destruindo a floresta!!!) eles meio que sinalizam para os "interesseiros" (leia-se posseiros, grileiros, etc e tal.) pressionarem e destruírem o que eles - por seu turno - queriam fazer já a algum tempo.

Observem, nosso governo é um exemplo cristalino de como uma administração pode ser desastrada. Me acompanhem:

- Tentam resolver a demanda de energia detonando um pedaço imenso da floresta tropical;

- Em paralelo, instalações para captação de energia eólica (força dos ventos) estão enferrujando, por falta de interface de recebimento/armazenamento da energia;

- Liberam recursos para rodovias, mas... (confiram o estado de algumas rodovias do interior da região CentroOeste e Norte, mesmo);

- NINGUEM nos traz informações conclusivas a respeito da vantagem econômica que o país aufere com a exportação de Nióbio (símbolo químico Nb). Vale ressaltar todavia que, a crer nos últimos dados colhidos aqui e acolá, nós vendemos o quilograma do minério a R$ 16,00 (dezesseis REAIS), e esse mesmo quilograma é negociado na bolsa de valores de Londres (que me parece é a única no mundo onde isso é negociado - me corrijam), por valor perto de US$ 1.200 (Mil e duzentos DÓLARES). Ou seja, um sobrepreço ao redor de 7.400%. É mole? Cabe lembrar que a extração do minério tem subprodutos altamente tóxicos para a população ao redor das áreas mineradoras, mas quem se importa com isso, no Brasil? Aliás, quem se importa com isso NO GOVERNO?;


- São aprovadas emendas a rodo (claro, as tetas são tão abundantes que acomodam todos os "mamões"), e o dinheiro some quase magicamente, entre liberação e aplicação - vale ressaltar, SALVO pouquíssimas e honrosas exceções.

Desastrado ou oportunista? Nada obstante a obsessão nacional em não lembrar do regime de exceção, se faz imperioso lembrar que todos os governantes que tivemos naqueles tempos de desafio tiveram vidas regradas, e sua história pós-poder nos mostra homens de vida simples, com pouquíssimas propriedades pessoais, ou que até dilapidaram seus bens em benefício do Brasil.

Em contrapartida, desde o final da assim chamada "ditadura", a imensa maioria de nossos políticos/governantes denota notável capacidade de amealhar riquezas. A coisa prosaica é que serviços essenciais ao povo, como Saúde e Educação vão, num mesmo compasso, sendo dilapidados, espremidos por uma corrupção crônica, de um lado, e pelo descuido notório das autoridades em ver melhorias na coisa toda. E, claro, há todo esse dispêndio faraônico com o bem-estar de nossa classe política, que se cobre de indenizações e imunidades, e lá no exterior se hospeda no que há de mais caro (não precisa ser o melhor, deve ser o mais caro), enquanto nossa gente tem segmentos dormindo ao relento, e comendo restos...

Agora nos vem a notícia, sem dúvida importante, de que o crime de corrupção passa a ser hediondo, por deliberação no Senado. E muita gente saúda tal novidade. Mas calma lá, pessoas! O projeto (que ainda é PROJETO) vai enfrentar a Assembléia Legislativa onde, suspeito, terá razoável resistência para sua aprovação - afinal, isso vai representar, no médio prazo, o estancamento de muitas tetas importantes. E, para além disso, haverá a chancela presidencial (aí eu não tenho dúvidas que passa, meu temor é o estágio anterior).

Nosso povo, inculto, ignorante mesmo em termos políticos, insiste em fazer correrias pelas cidades brasileiras, e isso não é ruim. A problemática está instalada mais adiante, no que vão desembocar essas manifestações, já que alguns sinalizam um "fascismo" crescente (indesejado), de um lado, e pelo outro, a tentativa de algumas oligarquias partidárias de tirar proveito da confusão geral, e assumirem a brasileira República com mão de ferro e apetite voraz pelos "ovos" da galinha...

Espero que nossa turba se reoriente. Porque sinto uma ligeira exaustão no processo todo, mais pela ausências de demandas definidas, e menos pelo insatisfação que prejuízos e depredações possam causar.

Quem viver verá.

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