PASSADOS PARA TRÁS O TEMPO TODO

Começo essa crônica perguntando aos meus amigos - você já adquiriu algo motivado por um anúncio na TV?

Se a resposta for "não" provavelmente alguém, à boca pequena, deve estar dizendo que você é antiquado, "não sabe das coisas..."

Se for "sim", você vai pensar duas vezes, na próxima vez que for comprar.

Observe os anúncios de automóveis. Jovens arrojados dando um "pau" em carros cheios de recursos, paisagens deslumbrantes, mulheres com pouca roupa... em algum lugar da tela uma etiqueta com algo em letrinhas menores, MAIS 24, 36, 60 prestações de R$ xxx,xx... COM JURO ZERO!

Os desavisados fiquem sabendo que a benesse dos juros zerados normalmente é para quem possa dar de entrada entre 40 (quarenta) e 50(cinquenta) por cento do que vale o carro. Além do que calculistas espertos já embutiram nas parcelas juros proporcionais que recompensam montadoras e agentes financeiros por mais essa "demonstração de boa vontade" do cliente. Claro, sem se dizer que os carros anunciados costumam ter ítens que NÃO SÃO de série (ressalto que freio ABS e airbags PRECISAM ser de série - evitar a morte não é luxo!).

Exceto os "chineses" que vierem com todos os opcionais, TENTE, leitor, encontrar o carro que você vir num anúncio, para comprar. Há quase 100% de chance de que ele não exista na concessionária - é na verdade um chamariz que não corresponde ao "precinho" indicado no anúncio.

Ainda os anúncios de automóveis.Desafio qualquer de meus amigos a lerem aquele bloco de linhas em letras pequeníssimas, que é mostrado ao final dos anúncios, pelo espaço de DÉCIMOS DE SEGUNDO. Duvido que alguém leia, mesmo quem faça leitura dinâmica! Ora, alguém vai dizer que é para cumprir a lei que aquilo é publicado, mas quem vai ler? A mãe de quem fez aquilo?

E aí vêm os medicamentos. Reclames criativos quase nos transportam para o Nirvana, com músicas e imagens elaboradas. E no fim há o som de um energúmeno qualquer falando rapidamente que tomar medicamento sem receita médica pode ser prejudicial à saúde! E outra vez a mensagem fica comprometida, vez que é necessário ouvir muitas vezes para se entender o que é falado tão rápido.

Quem quer que seja que autoriza essas barbaridades de "marketing" não deve ser sério, ou então é alguém venal. Por que isso é desrespeito puro e simples com a população

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