BLACK BLOCS - RETROCESSO NA PÓS-MODERNIDADE

Já há algum tempo na mídia, os chamados "black blocs" merecem hoje uns minutos de minha atenção.

Os protestos que eclodiram em junho passado, e com maior ou menor força permanecem até hoje, têm experimentado algumas adesões prosaicas, para não se dizer inconvenientes.

Assim, temos uma molecada inconsequente, cujo maior prazer é pichar paredes e muros, depredar instalações públicas, queimar lixeiras e outros procedimentos.

Igualmente, me parece realmente verdadeira a "adesão" de autoridades que, sob manto da incognitude (meio denunciados por umas "pulseirinhas" pretas), e não sei bem se acontece com o intuito de identificar os vandalos, ou de eles próprios serem os vandalos, para depois incriminar os manifestantes de atos de depredação.

A essas duas facções - digamos assim - junta-se à massa um grupelho, inspirado em baderneiros de além-mar, se denominam "black blocs", e sua participação é voltada principalmente contra o capitalismo e/ou a globalização. Sua forma de atuação é totalmente anárquica, com exorbitância de suas premissas, materializada na destruição de instalações públicas ou de empresas globais (como por exemplo, lojas de "fast food" e bancos internacionais).

Em pleno século XXI, quando os meios de comunicação e aculturamento "latu sensu" se encontram tão desenvolvidos e disponíveis, não tenho dúvidas em ponderar que esses "meninos rebeldes" estão na contramão da história. Explico.

Primeiramente, é fundamental que nossa massa jovem compreenda de maneira cristalina e abrangente, que seu poder de pressão, visando mudanças positivas, é quase incalculável, não só pelo contingente social, como também pela vibração, energia com que se manifestem. Não há necessidade de arremetidas contra propriedade privada, pertença a quem for. E as manifestações podem envolver impedimento de rotinas públicas (transporte, por exemplo, ou de eventos políticos, como inaugurações e/ou reuniões - sem depredação, notam?

E, caso isso não seja suficiente para dobrar essa massa imoral de políticos/empresários que fazem nossa vida cotidiana um inferno na terra, vocês, jovens, têm o poder do voto!!!! Imaginem quanto, do percentual de cidadãos votantes, voces representam!!! Parodiando um conhecido super-herói da TV, vocês têm "a força"!!!

Em segundo lugar, destruição do que quer que seja, ao invés de capitalizar atenção e interesse, provoca de modo quase geral indignação. Não só nos atingidos pelos prejuízos, como também por aqueles que, ordeiros, nada obstante serem meros figurantes no processo, veem seu mundo virado de cabeça para baixo.

Finalmente, a destruição de locais ou coisas públicas é de uma estupidez planar, na medida em que isso, na melhor das hipóteses, implica em despesas do Erário com a reposição ou reparo do que se perdera. E isso vira imposto - por exemplo, uma lixeira queimada será cobrada no próximo IPTU, não importa se forem meros R$ 0,20 (emblemático, o valor). Igualmente, o que privado seja, se destruído, enseja demandas de indenização, novamente expondo o Erário, eventualmente, a cargas orçamentárias desnecessárias.

Pensei que os integrantes desses "black blocs" fossem pessoas inteligentes ou aculturadas, minimamente. Vejo que estava enganado.

E dessa maneira, nossa gente acaba aplaudindo outros algozes, ao invés de 'salvadores da Pátria'.

Pátria minha... pobre de ti, repleta de ignorantes e oportunistas, e anarquistas que pretendem mudar a realidade a ferro e fogo - eles não sabem que esse tempo já passou. Mas eu te amo, Brasil!

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