quinta-feira, 5 de setembro de 2013

POLITICADAS E VOLÚPIA POR PODER

A Assembléia do Povo, da República Árabe da Síria, divulgou uma carta, que endereçara ao Congresso americano, pedindo pela negação do ataque àquela nação.

O petitório acontece após uma história de confrontos sangrentos e populações achadas reféns de seus líderes.

Acontece que, perto de dois anos atrás, segmentos da população síria se insurgiram contra o governo do presidente Bashar Assad, que desde que assumiu, tem frustrado sistematicamente sua gente, em busca de mudanças democráticas que trouxessem modernidade à política do país, e mais desenvolvimento em outros campos da existência daquela nação.

Pouco sei sobre aquela gente brava, a nação síria. Mas até onde sei, são em geral pessoas como nós, que querem somente viver, e viver no nosso século. Não se admite uma democracia de um partido só. E é o que a família Assad tem proporcionado já por mais de quarenta anos, a seus irmãos - uma democracia torta, capenga, principalmente porque quem o elege é de sua confiança!

O processo democrático não existe, vamos ser francos.

Mas então, na expectativa de manutenção do poder a qualquer custo, o governo de Damasco enfrentou sistematicamente sua própria gente, contra a grita por mudanças.

A coisa degringolou de tal maneira, que quem não tem nada a ver com isso começa a se mexer para evitar um mal maior.

Então vem a Assembléia do Povo (leia-se, representantes de confiança do governo) pedir leniência. Sabem que literalmente "não ficará pedra sobre pedra", se as alianças ocidentais decidirem intervir.

Me causa espanto a postura do Sr. Assad. Sua posição é indefensável, não há dúvida. Se não for defenestrado pelas forças repressoras do exterior, o será por sua gente. Claro assim.

O que sobra? Volúpia insana pelo poder. O temor doentio de perder a posição nababesca em que vive (ou vivia, até então). Velhas tradições de prolongamento de dinastias, coisa de séculos atrás (exceto, talvez, algumas cabeças coroadas da Europa).

E o povo da Síria quer o que? Somente liberdade e modernidade. Seria pedir demais, Sr. Assad?

Agora não parece boa hora para correr atrás do prejuízo... Faça um favor a si e ao povo sofrido da Síria, Sr. Presidente... ao invés de negociar temas humilhantes em troca de nada, no médio prazo, forme um governo de coalisão/transição, e saia ainda com um restinho de glória. Os ancestrais de V.Excia. vão aprovar a medida.

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