MINHA CASA, MINHA VIDA (NO TERCEIRO MUNDO)

Há algum tempo sem escrever nada, porque estive assoberbado com umas demandas particulares, me deparo hoje com notícia que me obriga a manifestar. Confiram...

http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/10/25/minha-casa-nao-tem-nem-porta-em-uberlandia

O excelente jornalista Josias de Souza (recomendo que o leiam, sempre!) nos traz a lume uma coisa incrível - segundo algumas construtoras, Brasil afora, PORTAS não fazem parte da obra!!!!

As construtoras Marca Registrada, El Global, Em Casa e Castroviejo ainda demonstram um extraordinário desrespeito com quem pensa, ao ponderarem que o trabalho delas terminava com a construção... como se portas não fossem parte essencial de edificações residenciais...

A CEF, ao ser inquirida, teria informado que sua responsabilidade na obra termina com a entrega das chaves... (é fácil minimizar as coisas com frases prontas).

ACONTECE que não faltam só portas. Ao que se sabe, faltam vasos sanitários, pias, fiação elétrica... mas a coisa vai além, para a eventualidade das construtoras informarem que "vasos sanitários" não são parte da construção: há rachaduras, infiltrações e problemas relacionados, de toda sorte.

PESSOAS, COMO É QUE A CEF recebe algo assim, para negociar com os menos favorecidos?

Me causa um espanto ímpar a estupidez dos gestores diretos dos empreendimentos - no caso, o pessoal da Caixa. Me indica uma leviandade sem precedentes do Governo Federal. Onde queremos mesmo chegar? Ao Primeiro Mundo?

Pensando bem... o Brasil está no extremo da retaguarda em termos de índices de Saúde, Educação, Segurança... talvez seja entendimento de alguém, em algum lugar do Governo, que estar em último lugar também representa, de alguma maneira, estarmos em primeiro. Só pode ser.

Agora, imaginem que juízos o restante do mundo civilizado está fazendo de nosso Brasil e sua gente?

A eles transparece claramente que a oligarquia no poder não se preocupa com nossa gente, nem tampouco em ocultar os defeitos de uma democracia parcial, vendida, capenga em termos de legitimidade.

Passa-se também a imagem de que nosso povo é uma horda de papalvos, com necessidades mitigáveis com "restos que caem da mesa" da dita cuja oligarquia.

O resultado? Podem escrever... tem gente que está colocando as mãos para o céu, ao receber esses simulacros mal feitos de moradia. De modo quase geral aceitamos carros que o resto do mundo recusaria (exceto, talvez, Cuba, e alguns outros contextos ditatoriais). Temos um péssimo serviço de assistência técnica, por exemplo, dos fabricantes da chamada "linha branca" (Ok, há exceções, mas tente devolver um liquidificador que não funciona, na loja onde o comprou!!!!*).

Nossa gente sofrida mais dia, menos dia, vai reagir, não exatamente porque saiba o que está fazendo, mas principalmente pela pressão sufocante com que é subjugada, mantida refém de um governo perdulário e irresponsável, que ainda ousa reclamar quando descobrem que os Estados Unidos nos estão espionando!!! Pudera!!!

MUDA, PÁTRIA AMADA!

* nos E.U.A. e na maioria imensa dos países do primeiro mundo, isso é a coisa mais normal da vida.  


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