sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

DE MARCHINHAS DE CARNAVAL...


"Quanto riso, oh! Quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão..."

O Brasil se diverte. Se entretém na diversão dos alienados. Ou a diversão que, como uma bebida forte, é praticada para que se esqueçam dramas da vida.

Chegamos ao Carnaval, essa insanidade pública a partir da qual o ano começa, sob a ótica brasileira.

Mas... esperem! Enquanto esperávamos pelo reinado (passageiro, felizmente) de Momo, algumas coisas aconteceram! Certeza, ouvi ecos vindos de Utopia*!

Moleques se aproveitaram dos olhos vendados de uma certa senhora, e lhe passaram a mão, despiram-lhe o colo... abusaram da vetusta - além de cegueta - anciã.

Pessoas que não conseguem mirar um espelho sem corar, ao verem um sem-vergonha no reflexo, se preparam para "pular" em seu bloco, o bloco que habita Utopia, e tripudiar dos demais blocos...

Mais doentes ainda se amontoam nos corredores de hospitais, mas os habitantes de Utopia não sofrem dessas coisas - eles tem hospitais de nomes sonoros, como "Copa D'Or"**, ou "Sírio-Libanês"**, para serem atendidos.

Mais criminosos ainda estarão em ação, perseguidos de longe por policiais mal preparados, mal armados, e mal remunerados, mas os habitantes de Utopia não têm esse tipo de problema, não senhor! Seus seguranças recebem salários em torno de R$ 12.000,00 ( CARGO: TÉCNICO LEGISLATIVO - ATRIBUIÇÃO: AGENTE DE POLÍCIA LEGISLATIVA (CD-AL-015) - REMUNERAÇÃO INICIAL: R$ 12.286,61.), e nem precisam ser bacharéis em Direito, como os delegadozinhos*** do resto do Brasil.

Nossa gente continuará sendo esmagada dentro de asfixiantes, obsoletos trens de passageiros, mas isso não acontece em Utopia - o que fazer com carros de luxo, muitos praticamente "zero" quilómetro? O que fazer com helicópteros públicos (www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/arquivada-representa%C3%A7%C3%A3o-contra-ideli-salvatti-por-uso-de-helic%C3%B3ptero-1.794148)? Afinal de contas, precisamos também dar atividade aos oficiais da FAB!

Tenho grandes dúvidas de que a autoria da marchinha tenha escrito mesmo o que escreveu. Acho que "Muito tristes, oh! Sem alegria! Milhões de palhaços na nação!..." assenta melhor... 

Meu Brasil, PULE MESMO. Pule desse berço esplêndido onde se encontra, anestesiado, incapaz.... MUDA, Pátria amada!

*Utopia - um país no centro da América do Sul onde vivem uns empertigados falaciosos, mentirosos, enganadores. Um país onde tudo dá certo, especialmente se a cor for vermelha;
** - nada contra os hospitais, tudo contra quem os usa a fundo perdido, MAS ME PROÍBE de fazer o mesmo: 
*** - não se ofendam, Srs. delegados. Somente comparei o quanto vocês precisam se preparar para assumir as respectivas funções, comparado aos candidatos de "agente de polícia legislativa."

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

AP 470 E SEU DESFECHO - UM PODER SE DILUINDO...

Quinta-feira, vinte e sete de fevereiro. Mais um dia negro, na história da Pátria amada.

Hoje se demonstrou de forma cristalina como está sendo diluído, e com que ritmo, um dos tres poderes em que habitualmente se fundam as repúblicas democráticas modernas. Mas a "ópera" não aconteceu hoje... veio se apresentando aos poucos. Preparativos "pro-forma" aconteceram. E isso vem de anos atrás, quando o STF foi tendo seus integrantes escolhidos... querem ver? Reflitam!

Primeiro movimento - escolhas de primeira linha, contemplando detalhes como por exemplo isenção de juízo ideológico, isonomia na abordagem étnica... algo do tipo "o Judiciário que o Brasil quer e precisa". Até o debate contraditório foi minuciosamente planejado, de molde a parecer, no futuro, que tudo era isento. Jogo de cena. E nós pensávamos que a coisa era pra valer.

Segundo movimento - debates ardorosos, AINDA QUE sabendo que resultado viria, também previsto de antemão. Acusados incriminados, que seriam condenados, para depois virem a ser "homenageados". Houve até "adevogado" dizendo que seu cliente era inocente, mesmo após robustas provas (um holofotezinho gratuito não mata, pobres "rábulas"). Declarações estúpidas, do tipo "fulano vai recorrer ao Tribunal Internacional" (bobagem, o Tribunal de Haia não se ocupa dessas coisas*... entendem o porquê de tão vazia declaração?). Silêncio na vizinhança (i.e., Congresso Nacional). Claro, ninguém quer perturbar o enredo da ópera... Segue o "enterro".

Terceiro ato - movimento - novas nomeações, escolhas combinadas, inclusive com o beneplácito das entidades de classe, que pudessem desequilibrar os pratos da balança de Artêmis. Prepara-se o terreno para seu epílogo.

Revisão processual. Agora sim, sem muita argumentação, sem emoção, algo quase mecânico, não fossem manifestações inermes de alguns paladinos da Justiça - ciosos, para além de si mesmos, em defender o Estado de Direito, os triunfos duramente conquistados ao despudor, imoralidade política, desonestidade cidadã foram confiscados, enlameados, destruídos.

Aos alienados e descuidados, parece que a Justiça foi feita. Parece. A quem aproveita o desfecho de hoje?

Restou o triunfo dos imorais, dos desonestos, dos aliados de si mesmos. Cujo objetivo maior não é servir a nação, mas exercer PODER sobre ela. Resta a explicação implausível de que cada um daqueles senhores - tão bem conhecidos uns dos outros, a ponto de se frequentarem socialmente -, trabalhava solitário, em quebra-cabeças de gente grande. Como é que isso entra na cabeça dos novos julgadores? Isso é irracional!

Doravante, a Justiça não tem como reerguer a cabeça, a não ser que um milagre sócio-político aconteça. A partir de agora, se um julgamento minimamente afrontar os outros poderes, a decisão será POLÍTICA. Não exatamente justa, não sei se me entendem. Análises sobre a retidão ou não da C.F. não serão mais sob ótica legal, nem sócio-cultural - terão crivo ideológico. Calafrios ameaçam, ao comparar nossa terra com um poderoso império do leste europeu, que há alguns anos se fragmentou...

Novas escolhas para o STF? Ah... parodiando Dante: "Abandone a esperança, aquele que aqui entrar." Serão novos eleitos do sistema, alinhados com a perversão emanante de "Utopia".

Restam dois poderes eretos, somente. E ambos vivem em simbiose, um necessita do outro. O Judiciário? Ah... coisa superada...

Estou triste. Preciso confessar que digitei essas linhas chorando por dentro. Pobre povo brasileiro! Pobre gente sofrida, roubada, desrespeitada, alienada, que ainda (muitos, ao menos) ousa louvar seus opressores e vândalos oficiais, aqui e acolá, nessa imensa terra sem lei (nem saúde, nem educação, nem honra).

Sabem o que mais? O que se perpetrou hoje não vai aproveitar nem aos netos daqueles senhores, que produziram essa obra horrorosa... eles também serão vítimas!!!!!! (não que isso represente algum tipo de alegria de perdedor...).

Brasil, terra adorada, como eu sofro por ti!
*O Tribunal Internacional, com sede em Haia, Holanda, se ocupa de questões supranacionais (via ONU) e/ou em nível de Estado. Não atende petitórios de ladrão de galinha, por exemplo.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A PODRIDÃO DO PLURIPARTIDARISMO

Nossa brava gente brasileira em geral está ufanando (se envaidecendo, sentindo orgulho) de nossa terra bela, do quão somos amistosos, achamos que temos as melhores praias do mundo, que temos os mais belos tipos de mulher, etc e tal...

A visão de que não temos educação social, de modo geral, somos descuidados com a coisa pública, achamos normal falar alto em público... essas coisas pouca gente comenta... (claro, há exceções de indivíduos que não se conformam com isso, como eu e vocês)

Mas olhem outra vez! Não é muito fácil se saber de alguém que genuinamente (esse advérbio me dá calafrios... rsrsrsrs) tenha orgulho do Brasil. Claro, temos aquele exemplo de admiração gratuita, de uma turista holandesa, se não me engano, mas isso já deve ter mais de duas décadas de publicado.

Porque de lá para cá o quadro ganhou cores realmente trágicas, outro regime político, menos segurança, menos educação, menos cuidado com nossa gente... a criminalidade cresceu a patamares nunca imagináveis

... de lá para cá nossas riquezas foram drenadas em ritmo mais rápido, nossos homens públicos honestos* praticamente desapareceram (não se enganem, foram substituídos por exemplares desonestos), nossa Pátria virou um "balaio" de desordeiros, agrupados em torno de bandeiras vermelhas com signos esquisitos no meio... observem que AINDA não estou me referindo a partidos políticos...

Amigos, prestem bem atenção ao que vou digitar, agora - NUNCA IMAGINEI QUE TERIA SAUDADES do tempo dos militares no poder (não digo mais ditadura, ditadura é o que temos agora, e bem "dura").

Mas naquele tempo o Brasil crescia. A Educação ia bem, obrigado. Segurança Pública idem. Transporte e sistemas viários estavam em constante atualização (não por acaso rodovias daquele tempo ainda resistem, e bem). Saúde? O povo tinha, e condição de buscar tratamento.

Criminosos? Mas o que era isso mesmo?

Não me chamem de saudosista. Mas a implementação da chamada "abertura" trouxe-nos tantas dores de cabeça que custa a crer se trate do mesmo país onde nasci e cresci.

Mas, algo que sub-repticiamente aconteceu foi a multiplicação das gangues. Não, não me refiro ao crime organizado, que encontrou na baderna geral substrato perfeito para evoluir. As gangues de partidos, que sistematicamente fatiam o Brasil - é delas que reporto.

Hoje em dia, pouquíssimas* pessoas lá no Planalto pensam em nosso país, em nossa gente. Fisiologistas profissionais, o que miram preliminarmente é a divisão do "bolo" do poder. Se no processo sobrar algo para o povo, OK. Se não, ora, "a democracia precisa evoluir..."

Siglas que abrigam homens (e mulheres) sem brio, sem vergonha mesmo, que têm volúpia de poder, que desrespeitam acintosamente a Carta Magna. que compram e vendem a moral da Nação.

Me chamem de xenófilo, mas tenho inveja do bi-partidarismo americano. Tenho a impressão que se ARENA e MDB (original) fossem ressuscitados, teríamos mais paz, mais desenvolvimento, mais respeito pelo povo...

Brasil, Pátria amada! O que fazer com teus homens públicos "publicanos" (na acepção abjeta da palavra)?

*sempre hei de frisar que há exceções saudáveis. Sofro por eles. E pelo perigo que correm, de serem contaminados pela "epidemia" grassante, lá em "Utopia" (país no centro do continente, onde tudo é maravilhoso) ...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO

Os marajalatos e feudos conexos da nação "Utopia" estão em ebulição.

E não é que "quase" lhes tinham tirado os supersalários????? Onde já se viu isso?

Claro, nada que uma decisão monocrática do STF não resolva. E, em nome do "boni iuris", os respeitáveis barnabés do Congresso tiveram restaurados seus polpudos proventos, que isso não é coisa que se faça, tirar o sustento de tão diletos servidores!!!! Ora, ora, ora!!!!

Pois então. Como se não bastassem os desmandos seguidos e graves, sobre o texto constitucional, as pessoas se fundam em direitos adquiridos para confrontar e desrespeitar a dita cuja C.F., que nasceu em 1988 e morre a cada dia, nessa democracia capenga e de governo fisiologista que temos.

Num momento crucial, em que as pessoas - até as mais simples - começam a suspeitar que estão mesmo sendo esbulhadas, em direitos elementares que o artigo quinto da C.F. pretendia proteger, a rapaziada de "Utopia" segue, sambando alegremente (mesmo que não tenha chegado ainda o Carnaval), ao som de seus escárnios contra o restante da população brasileira.

Ok. Já tive meu momento de catarse. Vamos ser pragmáticos.

Porque não se respeita a Constituição? Porque ela não é regulamentada por completo, a saber, não são fechadas as lacunas daquele texto legal?

Quem poderia estar com a resposta? O Executivo, que solenemente ignora a Carta Magna? O Legislativo que o usa explorando suas lacunas? Ou o Judiciário, que conhece a lei, mas não tem ânimo aplica-la, em sua inteireza? O Papa, talvez?

Observar segmentos políticos inteiros reféns do SINDILEGIS é abominável. Uma eminência parda no Legislativo, que dobra os parlamentares a seu bel-prazer. Não são com certeza cidadãos do Brasil.

Quando muito, o são de "Utopia". Continuam, e continuarão, mandando seus filhos para estudar no exterior, porque é melhor (como dissera a esposa de um presidente...), vão continuar se tratando nos melhores hospitais privados do país (quem se importa com o SUS?), continuaráo fazendo compras em Miami...

Sabem, meus irmãos? Não tenho nada contra a prosperidade alheia. JURO. Mas ao ver que minorias imorais, desavergonhadas, tripudiam da nação e de suas leis, me torcem as vísceras.

MUDA, meu Brasil amado, sofrido, corrompido! Ou hão te de mudar!!!!!

PORQUE TEMOS TANTOS PODEROSOS CALADOS?

Eu reclamo.

Publico aqui dados já consolidados, falo das mazelas nacionais, cobro postura de nossos políticos, aponto desfalques proporcionados pelos próprios, me envergonho do que passamos para o resto do mundo. Faço o que posso, dentro de minhas limitações.

Você, que me lê, possivelmente também faz isso, dentro das possibilidades.

Mas porque não temos mais empresários reclamando? Porque náo temos barões da indústria se insurgindo contra as altas cargas tributárias, porque não temos muitos líderes políticos se juntando ao coro?

Não lhes parece que eles estão alinhadíssimos aos beneficiários do "Bolsa Família"? Ou dos sistemas de quotas? Não parece muito suspeito o alheamento dessas pessoas?

Não deveríamos nos surpreender... Os grandes empresários, as grandes indústrias, os políticos poderosos, todos esses modo praticamente geral, ESTÃO GANHANDO com o jogo de cena. Senão vejamos...

A massa é unânime em ponderar que a maior parte do valor de automóveis é de tributos, mas as montadoras vão bem, obrigado. E se as vendas recuam, ninguém reclama com o governo - ao contrário, ameaçam demitir - como se a massa proletária fosse culpada do "miserê".

Nosso aparelho industrial, acostumado que está com a estúpida paciência do consumidor brasileiro, vendem coisas com prazo de validade, e sabem que em determinado tempo terão retorno da clientela. Isso sem falar naturalmente daquelas "liquidações safadas" como o que vimos recentemente, na tal da "Black Friday" em que, longe de imitar o evento homônimo de outras terras, a turma reajusta preços pouco antes, e no dia "baixam' para os preços normais... cambada de moleques...

Os Bancos? Ah, esses nem se fala... lucros estratosféricos, e estão sempre arranjando um jeito de incrementar seus lucros, seja pelo sacrifício de empregados exigidos à exaustão, seja por taxas totalmente imorais, como por exemplo, uma tal de "taxa de cadastro"... para financiar recursos a pessoas que JÁ SÃO CLIENTES!!!!

Em priscas eras se cobrava sim um valor quase simbólico pelo trabalho, que abrangia somente clientes de financiamento à produção. Hoje em dia, salvo engano as coisas começam com R$ 50,00...

A quem serve a "desconstrução" dos serviços públicos? Vamos lá?

- educação sucateada - atende aos interesses de proprietários de escolas particulares (e não me façam rir com contra-argumentação);
- hospitais sem condição de atendimento? - ué, pra não morrer, recorramos às clínicas particulares, ou a planos de saúde que são verdadeiros bancos (não, não estou falando de UNIMED, nem de AMIL...)...
- polícia sem recursos e/ou sucateada? - ora, é pra isso mesmo que temos profissionais de segurança privada...

Você paga por gasolina das mais caras do mundo, embora tenha sido alardeado há algum tempo atrás que o Brasil era auto-suficiente em petróleo. Não admira. A PETROBRÁS sustenta bravamente, à custa das próprias vísceras, últimamente, a marcha do "Leviatä", comandado por um grupo confortavelmente instalado em "Utopia".

Precisamos reverter esse quadro. Influenciem círculos de amizade. Convençam as pessoas de que é melhor ter um emprego do que uma esmola. De que cor de pele não é impedimento a uma vida digna. De que nossa sociedade PODE SIM, ser melhor.

Acontece que depende de TODOS. O antigo ditado diz "uma anforinha só não faz verão." Verdades que o passado nos passa, e que confirmam a sabedoria dos antigos...

Meu Brasil, amado, sofrido, roubado, humilhado (até pelos que te conduzem)... você precisa MUDAR!


O FUTURO DA SOCIEDADE - O QUE QUEREMOS?

Creio que nunca se experimentou, em alguma sociedade organizada, tanta rebeldia da juventude quanto agora.

Não, não me refiro a queimar sutiãs em público, nem em show de rock regados a maconha, LSD e outros bichos - como Woodstock.

Faço referência aqui à violência entre adolescentes, à falta de respeito incremental e ostensiva, até em vocativos (tio, tiazinha), ao descaso com seres semelhantes, em todas as faixas etárias, enfim. Mas faço referência especial aos mais jovens.Observem...


http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/02/1406684-adultos-que-foram-criancas-desobedientes-tendem-a-violencia-e-ao-abuso-de-drogas.shtml

Sabem, pessoas? O que estamos observando/experimentando nada mais é do que o descaso coletivo com o que fazemos. Adultos sem responsabilidade (estereótipo bem comum) em suas vidas privadas, quando não em todos os aspectos dela, estão produzindo um futuro horroroso... e as pesquisas já indicam isso, com sobra de argumentos.

Mas o horror parece inextinguível, em sua ampliação. Alguém já ouviu falar de um jogo abominável, surgido em New Jersey, E.U.A., a que chamam de "Knockout"? Pois então, me causa calafrios a mera suposição de que isso começe a acontecer AQUI.

E a problemática vai adiante, na medida em que temos "direitos dos manos" - uma corrente distorcida de pensadores e ativistas defendendo criminosos, principalmente - ninguém quer proteger  sociedade, em última análise, querem na maioria das vezes somente a luz dos holofotes.

Temos igualmente correntes de "psicólogos" com visão minimalista da dimensão do problema, que clamam por "compreensão", ao invés de coerção. Confiram no link a seguir a frustração com a nova "psicologia":

http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/apos-proibir-palmadas-suecia-sofre-com-geracao-de-criancas-mimadas,477a68fadb402410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Dificuldades imensas estão frutificando a partir de duas origens principais: 1 - um quadro em que famílias são desfeitas a torto e a direito, e/ou 2 - exigências exacerbadas do capitalismo, ou contaminadas pelo elemento hedonista, produzem pais distanciados de seus filhos, que suprem sua ausência com mesadas (cada vez mais amplas), ou presentes que mitiguem a solidão dos pequenos. Não se fala sobre relacionamento, nem exemplos de vida...

O resultado? Todas as sociedades do mundo ocidental estão experimentando a mesma catástrofe.

Não me considero "palmatória do mundo", mas em minha infância tive limites impostos SIM, castigos aplicados SIM, eventuais palmadas SIM. E até onde posso refletir, não sou traumatizado, não sou doente, não tenho psicoses.

Não me chamem de "carola", mas a Bíblia, um dos livros mais consultados mundo afora, em sua sabedoria assim diz: "A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha sua mãe".

Tirem suas próprias conclusões sobre o que queremos... Vai ficar por isso mesmo, ou vamos nos mover?


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

INCOMPETÊNCIA EM TODA A PARTE

Você apoia a atual Administração? Você suporta essa gente? Você vai votar neles novamente? JURA?

Confira alguns motivos pelos quais você deve ficar frustrado:

- Transposição do S. Francisco - http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-01-08/sobrepreco-da-transposicao-do-rio-sao-francisco-chega-a-r-11-bilhao.html

- Torre de Tv digital inútil - http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/02/21/inaugurada-ha-22-meses-torre-de-tv-digital-de-brasilia-ainda-nao-funciona/

- Penitenciária? Quem precisa disso? - http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/286018_presidio_inacabado_esta_abandonado_ha_tres_anos_no_piaui.html

- Energia... não estamos tão precisados assim, não é mesmo? http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/02/brasil-paga-r-285-milhoes-por-energia-eolica-que-nao-e-produzida.html

E a Sra. Presidente* da República fala de projetos incríveis de inclusão e investimentos... empresta dinheiro para o exterior... não é maravilhoso?

Meus irmãos, precisamos INFLUENCIAR nossos círculos de relacionamento. Precisamos - se queremos mesmo - "botar a mão na massa" e fazer o Brasil andar. PARA A FRENTE, NÃO DE RÉ.

UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA - O DELINQUENTE "DO POSTE"

Noticiário de hoje nos informa que aquele rapazinho (quinze anos, uma criança!!!) foi apanhado, dessa vez pela polícia, novamente praticando roubos na via pública.

Trata-se da mesma pessoa que fora surpreendida, há algumas semanas atrás, praticando seus crimes, e populares o teriam preso a um poste, e lhe inflingido alguns castigos.

Uma jornalista importante foi censurada, naquela ocasião, porque destacar que a população já está no limite de sua paciência com o "status quo". Pessoas e entidades de "direitos dos manos" (é cômico, mesmo), se manifestaram contra o que classificaram de barbárie, etc e tal...

Pois bem, a lição nos parece agora que não fora aprendida, já que o moço voltou a seus misteres ilícitos.

E agora, "JOSÉ"? E agora, defensores dos "frascos e comprimidos"?

E aquela senhora defensora de direitos humanos, que se manifestou de maneira ácida, contra a atitude do populacho, onde está? Ouso perguntar a essa senhora: "porque não o levou pra sua casa, querida? Talvez o fizesse mudar de vida, será que não?"

Pura demagogia, da dita cuja senhora. Hipocrisia em doses cavalares emanando dos habitantes de "Utopia" (um país lá no planalto central, onde tudo está maravilhoso e dá certo sempre).

Como enfatizara a jornalista Rachel Scheerazade, nossa gente está mesmo "de saco cheio" de a segurança pública não fazer (ou não poder fazer) seu trabalho adequadamente. Endosso totalmente o comentário da moça, e digo mais - NENHUM RECURSO, a não ser a COERÇÃO, resolverá o problema, que - a contrário senso do que dizem os defensores dos "direitos dos manos" -NÃO É um problema racial, nem aflige as classes menos favorecidas. A coisa é social, e a sociedade vai sim tomar alguma atitude.

Sei de famílias humildes que nem por isso descambaram para o crime. Pessoas batalhadores (vi um dia desses um catador de recicláveis que estimulou a filha a entrar na faculdade, um exemplo somente) mas honestas não viram necessariamente criminosos.

"A ocasião faz o ladrão", diz o velho brocardo. No meio da criminalidade encontraremos pobres e negros sim. Mas encontraremos também (vocês se surpreenderiam de quantos!) brancos com bom nível social, "filhinhos de papai", filhos de gente famosa que enveredam também pela senda do crime.

O que dizer desses? foram desfavorecidos? Não.

A problemática está numa sociedade que TOLERA. Uma sociedade que relativiza as ilicitudes, inclusive porque eventualmente alguma ilicitude pode favorecer. E tal comportamento é também estimulado pelas autoridades, ao se dobrarem a exigências ridículas de minorias, por exemplo. As autoridades igualmente têm culpa no cartório ao avaliar a coisa como normal. Estamos em meio a uma guerra civil, e ninguém se toca!

O porquê do título (...tragédia anunciada...)? Simples... Mais dia, menos dia, esse menor vai ser novamente detido por populares. E SERÁ MORTO. Vai resolver? quantos mais vão se dizer surpreendidos com isso? Será que o pessoal dos "Direitos dos Manos" vai aparecer? Ou algum "adevogadozinho" vai pedir indenização ao Estado? Ah, me poupem...

Brasil... precisa mudar... senão nossa língua vai ser trocada... seremos colonia de algum outro poder. E esse poder vai colocar as coisas no lugar... PENSEM, habitantes de "Utopia"!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

MENINOS INOCENTES... NOSSOS POLÍTICOS!

A sabedoria popular de séculos tem produzido pérolas que, com o passar do tempo, vão perdendo importância, vão se tornando obsoletas para as novas gerações.

Continuam, entretanto, mostrando a certeza daqueles julgamentos simples, alguns até meio inocentes. Caso, por exemplo do famoso "quem anda com porcos, farelos come". Ou - mesmo significado - "dize-me com quem andas e te direi quem és."

Os congressistas de "Utopia" tem uma perversa estatística a combater. Os poucos de caráter ilibado que alí aportam se veem em meio a uma massa de mancomunados, fisiologistas, viciados em poder e disputas partidárias, loucuras de todo o gênero que costuma acometer a classe política. 

O resultado, totalmente previsível, é que a maioria contamine os "chegantes", ao invés do contrário, com que todos nós almejamos. Bem...

Aqui e acolá vemos alguns sendo apanhados em procedimentos acusatórios, e a postura invariável é "sou inocente!". E a lista mais recente é consideravelmente extensa. O último a utilizar essa pungente declaração é o deputado renunciante, Sr. Eduardo Azeredo.

O ilustre político, até então representante de seus eleitores, deveria saber que náo se pode andar livremente no meio de porcos sem que no mínimo se sujem as roupas do passante. Calejados e matreiros políticos, como os que infestam o Congresso, Sr. Azeredo, sem sombra de dúvida se encarregaram de deslustrar a personalidade de V.Excia, ainda que o Sr. não participasse de falcatruas.

À Justiça, instituto alquebrado pelo desrespeito parlamentar, caberá liberá-lo do conteúdo acusatório. Mas já há um irremediável rótulo sobre o Sr. Azeredo. O de que é parte daquela corja sem vergonha nem valor, que despreza dignidade como virtude, que despreza nossa gente como se nada fosse, que em suma são todos "farinha do mesmo saco".

P.S. - 1 - Utopia é um país onde tudo está bem, muito desenvolvido, sem criminalidade, sem analfabetos, sem miseráveis. Salvo engano localiza-se num dos planaltos centrais da América do Sul.
2 - Há homens honestos em meio ao contingente de venais, frisarei sempre. Mas, como diz outro ditado "uma andorinha só (nem duas, nem cem) não faz verão." É o "clima" inteiro que precisa mudar, não exatamente e/ou tão somente as 'andorinhas"...




MORTES NO TRÃNSITO - CRIMES OU FATALIDADES?

Volta à baila o processo envolvendo o ex-deputado Carli Filho, de Curitiba, em que o moço é acusado de, guiando em alta velocidade, ter causado a morte de outras pessoas.

Ponderem. O homem estava a mais de 160 Km por hora, conduzindo seu veículo (importado, vale dizer, com recursos de segurança suficientes) dentro do perímetro urbano. estava sob influência de álcool. JÁ ESTAVA com habilitação para conduzir cassada - seu prontuário aponta 130 pontos por infrações de trânsito diversas (ou seja, sua CNH já estava cassada mais de SEIS vezes).

O que temos aqui? Uma fatalidade, os rapazes terem cruzado o caminho de Sua Excelência? Mera imprudência? Um surto de incapacidade passageiro, ao estilo de uma tontura ao volante?

NÃO.

Ao continuar conduzindo, mesmo com CNH irregular, o acusado desprezou o ordenamento legal a respeito. DECIDIU AFRONTAR a lei e suas disposições.

Ao conduzir em alta velocidade, em vias onde o máximo permitido seria algo em torno de 50km/h, o Sr. Carli Filho DELIBEROU COLOCAR EM RISCO VIDAS HUMANAS (inclusive a sua).

Ao assumir um volante, sob efeito de álcool, o ilustre ex-deputado ACEITOU O RISCO DE MATAR.

Houve desprezo pela vida humana, desrespeito à lei, assunção do risco de inflingir dano a outrem.

Se isso for culposo, não sei mais o que poderia ser doloso.

O Judiciário paranaense tem perdido uma ótima oportunidade para demonstrar que é composto de pessoas sérias. É um caso exemplar que, acaso conduzido adequadamente - vale dizer, com a seriedade que a segurança pública merece - pode servir de advertência para uma plêiade de famosos e "filhinhos de papai" que se acham fora do alcance da lei. E o reflexo disso é que a sociedade se sentiria mais segura, menos desamparada, menos desconsiderada, em favor de uns poucos que podem comprar bancas de advogados caras, que têm "favores" de autoridades, que podem "comprar" silêncio, literalmente (soube que pessoas que buscam o julgamento do rapaz foram ameaçadas).

É preciso que a Justiça paranaense, e de modo geral nossa Justiça brasileira, tenha respostas mais rápidas e claras, e que o brocardo "dura lex, sed lex" sirva para todos, sejam togados ou não. Algo que nos distancia muito de outros países chamados desenvolvidos é isso mesmo - a lei ATUA, ao invés de se perder em montanhas de documentos que tentam provar o absurdo de achar que, por exemplo, esse moço SÓ TEVE FALTA DE SORTE.

É um CRIMINOSO. Esse rótulo pertence a V. Excelência, Sr. Carli Filho.

P.S. - em tempo, quem permite uma pessoa com 130 pontos continuar conduzindo por aí (acham mesmo que o típico brasileiro médio vai entregar a CNH voluntariamente?) sem nenhuma medida coercitiva deveria ser chamado ao banco dos réus, no mínimo como conivente. Com a palavra o CONTRAN.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

UM TIME PERDIDO EM CAMPO

Surpreendo-me com a decisão liminar de um dos ministros do STF, restaurando os "super-salários", entre os servidores do Congresso Nacional, cujo pagamento acima do teto constitucional fora suspenso por iniciativa do Tribunal de Contas da União.

Por mero acaso, está em aberto edital para concurso visando prover vagas de analista e técnico legislativo. Nomes rebuscados para "aspones" (me perdoem a chulice discreta), que envolvem verbas salariais começando em valores acima de 25 e 12 mil reais, respectivamente.

Amigos, considerem o seguinte:
- EXISTE um teto constitucional;
- ESTÁ sendo desrespeitado, solenemente, há décadas;
- o Tribunal de Contas agiu com COERÊNCIA, tentando coibir a inconstitucionalidade;
- o STF nada mais fez do que referendar, ao menos temporariamente, a manutenção da irregularidade, que sem dúvida atende aos anseios do SINDILEGIS e seus associados.

Juro que não entendo.

O STF prestou um desserviço ao Brasil. E à Constituição, não importa o que o Exmo. Ministro pondere.

Fica uma dúvida estranha - os integrantes do Tribunal de Contas da União são alienados, ou irresponsáveis? Precisam da curadoria do STF para fazer o que está na lei?

Hummmmmm... estranho...



OS APAGÕES DE ENERGIA E NOSSA PLACIDEZ

Nossa terra brasileira, de riqueza exuberante, tem totais condições de manter nossa gente, e sustentar o crescimento dessa terra maravilhosa (porém sofredor).

De pronto, é preciso que se pontue que a Administração Pública não pode descurar da responsabilidade de manter o "Leviatã" (vulgo Estado) em marcha. O que solenemente vem sendo ignorado, pelos últimos mandatários, seja em nível federal, estadual ou mesmo municipal. Ignorar (substantivo) em que contam com a ajuda preciosa do poder Legislativo.

Como soi acontecer com praticamente tudo em que o governo põe a mão (ô mãozinha "mardiçoada!", como diriam alguns interioranos) nos vemos a braços com sinais de dificuldade na oferta de energia para o Brasil. Na semana passada dois "apagões" aconteceram, um deles alcançando quatorze (14) estados, e o que menos se comenta é nos prejuízos que isso acarretou.

Os "lorpas e pascácios" (parodiando Stanislaw Ponte Preta) vão erigir planilhas monumentais, indicando que o setor industrial teve "n" perdas, o comercial etc e tal... ninguém sequer lembra da D. Fulana, que perdeu suas comprinhas dentro da geladeira... e sem dúvida foram milhões...

Porta-vozes da mediocridade já dizem que a conta de energia precisa ser mais cara, para que o sistema energético brasileiro alcance estabilidade. Alguém de suprema infelicidade assim coloca a coisa: "se quiserem um sistema estável precisam pagar." (minhas palavras). Mas... PAGAR MAIS?

O que causa um espanto total em quem sabe um pouquinho da coisa é que isso NÃO PRECISAVA ACONTECER. Além dos recursos hídricos, muito além das termoelétricas, temos energia eólica, abundante e de custo semelhante ao das hidrelétricas.

O pequeno detalhe é que não há conectividade para os Megawatts que já poderiam estar sendo gerados. Linhas transmissoras, estações de transformação... tudo inacabado ou não realizado, mas as torres já estão operacionais! Não é maravilhoso?

Os estrangeiros se espantam a cada dia com o "non sense" extraordinário que nossos governantes demonstram e com tal proceder sedimentam ainda mais a célebre frase de Charles DeGaulle, quando dissera que "O Brasil não é um país sério."

Naturalmente que bilhões de reais já foram despejados no projeto de energia eólica. Sem dúvida alguma algumas empreiteiras já morderam seu quinhão. E nós, o povo, que pagamos (e regiamente) materiais e mão-de-obra, ficamos a ver navios (ou não ver, se for de noite e não houver energia).

MUDA, meu Brasil!

QUANDO A INTELIGÊNCIA ENCONTRA A ALIENAÇÃO

Com muito prazer republico um texto profundíssimo, que pode divertir, e vai trazer muita luz, sobre o momento político que vivemos. É ...