HONRAR O EXTINTO, É O QUE IMPORTA



"Consumatum est" ocorrente em grandes e pequenos desastres, a morte colheria, na manhã de ontem, 12 de agosto, um dos candidatos a Presidente da República para o pleito de 2014, o Sr. Eduardo Campos.

Não quero provocar aqui celeuma alguma. Serei repetitivo com certeza, ao repisar o óbvio. Já comentaram amplamente sobre a perda irreparável (mesmo) que o cenário nacional sofreu com o passamento do homem, em particular sua região Nordeste, tão aviltada de modo geral por políticos espertos e interesseiros - e aqui está o ponto de minha crônica.

Vi, através da televisão, eleitores do homem chorando lágrimas verdadeiras. Gente simples que tinha esperanças de Brasil melhor, de finalmente terem promessas eleitorais cumpridas "no prazo" (ou, ao menos, cumpridas). Pude observar manifestações genuínas de esperanças esfaceladas, da frustração que a morte proporcionou, para além do cotidiano de gente que está acostumada a ver a morte entre seus próximos.

Pessoas, quero dizer que havia MESMO comoção pela morte do Sr. Campos, não aquela emoção protocolar que alguns de seus opositores (detratores?) expressaram, ao longo do dia de ontem. 

Observação feita, o que nos resta? Cabe àquelas cabeças pensantes de nossa terra ponderarem o prejuízo, as alternativas de reparo, e MUDAR. Mudar de alguma forma a realidade nacional, que me parece estava no topo das aspirações do falecido. Precisamos honrar seus sonhos para nossa terra, nossa gente.

As massas são quem decide? ESPALHE A NOTÍCIA DE MUDANÇA, as impressões de novos rumos. Precisamos ser fator de mudança, ao invés de somente ficar aguardando que constituam "elegível" à altura do Sr. Campos, para o seu lugar.

Sobre as cinzas, precisamos refazer o vigor nacional, qual desmedida Fenix, ressurgindo das cinzas - não só do trágico acidente, mas também da devastação em que se encontra nossa terra, nada obstante os esforços que essa Pátria encara para prosseguir.

Eduardo Campos, R.I.P.!

P.S. - não parece de uma perversidade retumbante do destino (não creio em carma, vejam bem...), ao ceifar vida tão promissora? Uma repetição horrorosa de Tancredo Neves, Castelo Branco...

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