sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A IRRESISTÍVEL ATRAÇÃO DO MAL


Estava agorinha lendo um blog listado entre meus favoritos (não é, nem sei como foi parar ali), e me admirando do que alí fora registrado.

O que salta aos olhos, desde logo, é a profusão de palavras de baixo calão, de cambulhada com chulices do dia-a-dia (bobagens, não exatamente palavrões, entendem?), e eu penso que se o texto é enxugado dessas iniquidades da linguagem, não sobra absolutamente nada que faça sentido (aliás, não faria sentido o texto completo, já...).

Mas, nada obstante, alguém postou, e se postou é porque existe gente que leia aquele lixo.

Entendem? A sociedade pós-moderna (arghhhhh, esse rótulo...) se tornou consumidora de porcaria!

Vamos em frente? Os videogames mais procurados, na faixa de atenção principal desse tipo de entretenimento, são os de violência, ilegalidade, imoralidade... duvidam? Confiram, por exemplo, o GTA - Grand Theft Auto que, desde sua primeira versão, tem a proposta da ilegalidade, do crime, como seu objeto principal. Violência? Vamos então de Counter Strike, onde verdadeiros banhos de sangue são perpetrados, de molde a fazer parecerem MESMO brincadeira os joguinhos de console da segunda metade do século passado. Isso sem se falar muito sobre os jogos RPG, em que "mentores" virtuais induzem gente aparentemente normal a sair da imaginação, e cometer crimes, em nome de "receber poderes especiais". Ah, me poupem... Os criadores dessas coisas (todos os exemplos relatados) são seres doentes, podem procurar saber.

Prossigamos com essa breve análise... nos trotes universitários o deleite é fazer alguém sofrer (no caso os calouros). Num jogo de futebol, a arte dos dribles vai quase que invariavelmente encontrar não exatamente a marcação (como fazia Nilton Santos), mas a violência pura e simples (ouviram o nome Zuñiga?) - a idéia é quebrar mesmo. Ainda o futebol - uma briga de torcidas PRECISA (?) ter mortos! (falando nisso, eu achei o cúmulo dos cúmulos da estupidez duas torcidas DO MESMO TIME se estuporando, um dia desses - os ignorantes não combatem adversários (o que já seria condenável), mas se digladiam entre si - se não for estupidez...).

Segue o bonde. A chulice está espalhada nos programas - na maioria dos de auditório, em TODOS os "talk show", as drogas são componente - senão obrigatório seu uso, ao menos onipresente nas grandes festas. A moçada, empolgada com os recursos inesgotáveis da internet e redes sociais, divulgam videozinhos de violência, seja meramente invocada, seja real; as moçoilas se desnudam - depois reclamam que o "vídeo vazou" - e mostram suas "coisinhas"... depois reclamam de estupros e etc e tal...

Homens feitos (ou melhor, bestas humanas), violentando BEBÊS!!!!! O QUE É ISSO?

O ser humano AMA A MALDADE. Ama a perversão. Ama o sofrimento alheio. Décadas atrás, uma missionária americana, num encontro de jovens (já se vê... jovens), desafiou a turma - "Você acha que é bom? Pois então... vou te mostrar que pessoinha ruim você é!"

Preciso reconhecer - o diabo fez uma terrível sementeira, desde o Éden.

Querem saber? Eu cansei dessa maldade gratuita...

E, como dissera Thomas Hobbes - "o homem é o lobo do homem."

terça-feira, 23 de setembro de 2014

DIVÓRCIO E VIDA ADIANTE

Aos desavisados... estou divorciado há perto de quatro anos já. Ou melhor, separado há perto de quatro anos, divórcio formalizado há pouco mais de dois.

Algo inimaginável até um passado recente. Nunca cogitei de sair da relação conjugal. Me parece que a coisa já vinha cozinhando em fogo baixo e, aos trinta e poucos anos de casado, aconteceria o tsunami que me deixaria novamente só no mundo, em termos de relacionamento íntimo.

Nesses tempos pós-modernos (precisava conhecer o animal que cunhou esse rótulo, para lhe dizer algumas verdades... o que viria depois do moderno? E consuetudinariamente, o que viria depois do depois? Ah, me poupem os preciosistas!) de amores instantâneos - que o digam os relacionamentos entre atores de Tv, e relacionamentos negociados e de vidas descartáveis, eu nunca me vi no figurino em que me encontro agora.

Bem, aconteceu. E depois de marchas e contra-marchas, concluí que foi a melhor solução para ambas as partes. Nos libertamos um do outro, embora nos consideremos muitíssimo. Bola pra frente. Continuamos amigos, mas cada um segue seu rumo.

Uma problemática difícil de se lidar é - como ficam os "sobreviventes" do desastre?

A gente fica assim meio sem rumo, inicialmente. Depois, ao retomar a torrente da vida, descobre que a fila andou (e ligeiro!), e precisamos nos ajustar em alguns novos princípios, se quisermos andar no passo da atualidade. Claro, a velha manha ajuda, e quando temos índole mais extrovertida (é o caso do escriba aqui), a tarefa é menos complexa.

Vamos reaprendendo a nos mexer num mundo mais que agitado, algo assim como nadar com um braço só, até que... 

E os filhos? Ah, os filhos... sempre se insurgirão contra o "tsunami". Estejam maduros ou sejam ainda pequenos... Os mais maduros (meu caso) se aborrecem, dizem coisas, mas vão entender, suas vidas prosseguem. Os pequeninos hão de precisar de MUITA PACIÊNCIA, honestidade e carinho, para que consigam recompor suas vidinhas, e seguir sem sequelas...

Para os amigos - ah, os amigos! Há amigos que literalmente somem. Parece que a gente fora acometida de uma doença contagiosa. Alguém pode dizer que estão constrangidos com a coisa toda. Pois eu lhes digo - um divorciado precisa de muito mais suporte do que qualquer borra-botas bajulador por aí. Tenho amigos que só conseguiram segurar a onda (inclusive de pensamentos de suicídio e quadros depressivos) porque apareceram os amigos... isso é coisa séria. Não desprezem os amigos eventualmente atingidos pelo despertar da maturidade, ou da nova onda hedonista. Conselho de amigo (ok, divorciado).

LEMBREM-SE... É TRAUMÁTICO. Não há "workarounds" como diriam os americanos. Não há maneira de não ser traumatizante. Mas é preciso se entender que há uma diferença imensa entre duas pessoas morando sob um mesmo teto, e duas pessoas compartilhando de um casamento. ISSO É FUNDAMENTAL SE ENTENDER. E não é um diagnóstico simples, não se enganem. 

PALHAÇOS "FULL TIME"



É surpreendente como nossa gente é feita de palhaça. Toca as raias do absurdo nossa capacidade de rir da própria miséria, desconsiderar ofensas reais (e brigar por bobagens ou loucuras)...

Fico pensando se isso não é uma patologia coletiva. A de sermos capachos, e CONTINUARMOS SENDO. De sermos subservientes e aparentemente GOSTARMOS DISSO!!!!!!

Hoje, conversando com um amigo proprietário de agência de automóveis, fiquei "embestecido" ao saber que mesmo os carros mais bem equipados, os chamados "top de linha", das montadoras, chegam à concessionária SEM TAPETES.

Aí, vem um "lorpa" qualquer e vai ponderar que "ah, o que é um tapetezinho, pra quem pode gastar R$ 150.000,00 num carrão." Pois então... ainda tem gente estúpida assim, que não compreende o alcance de suas palavras...

Com esse raciocínio (quem pode pode) nós estamos passando certificado de estúpidos para essas montadoras sacripantas, que não se cansam de tirar lucros estratosféricos do Brasil (e, por extensão natural, de nossa gente).

INVERTO A EQUAÇÃO - se um carro pode ter tanto valor embutido, tanta tecnologia, tanta frescura, QUAL O PROBLEMA em vir de fábrica com tapetes? E não interessa se o cliente não gosta da cor, é algo que faz parte do conjunto - não consigo ver um tapete de interior de carro como algo opcional.

E pela mesma via seguem absurdos como se dizer "completo, menos ar e direção". Ora, se existe a conjunção "menos", na sequência, o objeto sob exame NÃO ESTÁ COMPLETO. Mas, em vista lucros maiúsculos, as coisas vão seguindo assim, e nós brasileiros, ignorantes, subservientes a nossos capatazes, achamos o máximo comprar um carro em SESSENTA prestações. Um mesmo carro que, muitas vezes, nos E.U.A., um trabalhador de média remuneração pode adquirir com quatro meses de poupança de seus ganhos.

MONTADORAS - um dia nossa gente acorda! Estejam preparados para um plano "B", porque quando se é enganado tanto e tão seguidamente, a fúria toma o lugar da razão.

MUDA, BRASIL!


sábado, 13 de setembro de 2014

CANDIDATOS FICHA SUJA... ATÉ QUE ENFIM!

Mas então... eu iniciei série de crônicas, indicando candidatos que infelizmente tinham contra si um passado desabonador... senti uma "leve" retaliação em meu trabalho... decidi "segurar a onda", conter o ímpeto, literalmente...

E não é que coisas começaram a acontecer? Em resultado, temos que pelo menos TRES dos candidatos indicados em meu blog abdicaram de suas candidaturas ou recursos para mantê-las.

Sinal dos tempos?

Talvez... Cabe lembrar que alguns desses rapazes rebeldes se retira da liça, mas postula a manutenção de sua esposa - por exemplo - para concorrer ao posto até então postulado...

Espero sinceramente que essa nação brasileira tenha amadurecido ao menos um pouquinho, para que em 2014 possamos eleger representatividade que faça diferença, não só na governança dos poderes Executivos federal e estaduais, como também na esfera legislativa, que anda com uma fama de venal pra lá de feia...

Brasil, muda tua cara... E MOSTRA pro mundo a nova!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

NOTA DE ESCLARECIMENTO




Meus Leitores certamente estranharam a ausência de crônicas sequenciais que pretendi publicar, sobre candidatos que não deveriam ser lembrados nas urnas...

Acontece que eu recebi uma discreta advertência, e como não estou com vontade para encarar brigas, a essa altura do campeonato, permaneceremos com o que existe até agora...

Mas obrigado a todos aqueles que acreditaram. Vou me preparar mais adequadamente, mais blindagem, para os próximos embates...

NÃO FAÇO CAMPANHA PARA NINGUÉM (ainda).


DE MÉDICOS E HIPOCRISIA PROFISSIONAL



Preciso hoje fazer um registro a respeito de um dos pontos "cegos" no horizonte das carências de nossa gente brasileira.

Muita coisa se fala a respeito das atribuições dos governos, suas omissões inadmissíveis, dos desvios de verba, etc e tal, mas há algumas amarras miúdas, que contribuem para embaraçar ainda mais as linhas. Mas porque estão fora da visibilidade social, digamos assim, são solenemente ignoradas, quando o debate é levantado.

Assim é em relação ao tripé Educação-Saúde-Segurança. Pretendo expor essas dificuldades "extra-debate", em relação a cada uma dessas atribuições estatais.

Mas hoje quero me deter na classe médica.

Já existiu todo um "glamour" em torno dos homens "de branco", das pessoas que salvam vidas, que minimizam o sofrimento físico. Profissionais que levam a vida inteira aprendendo como o corpo funciona, e as possibilidades de conserto que essa máquina maravilhosa - que é o ser humano, pode ter.

Me lembro de pessoas incríveis, que clinicavam enquanto estavam em pé, gente como o Dr. Ivan (meu pediatra), lá do Méier, meu bairro natal, no Rio de Janeiro... ou Dr. Wilson Tramontini, pediatra, de Cianorte, PR, ou o Dr. Antonio Matheus de Menezes (clínico geral), na pequenina Jequiriçá, BA...  sem dúvida há alguns outros abnegados...

Mas notem que eu coloquei "Já existiu todo um 'glamour'..."JÁ EXISTIU.

Já existiram pessoas que prezassem com maior valor sua vocação, que sentissem verdadeiro prazer em salvar vidas, em curar pessoas, em mitigar o sofrimento alheio. Já existiram pessoas que levassem a sério o famoso (e superado) juramento de Hipócrates - claro, a questão da remuneração seria controversa, e aqui é que se estabelece a diferença entre profissionais e empresários.

Se fossemos considerar a capacidade de atendimento de nossa classe médica, ou melhor, se eles se ocupassem MESMO de um percentual honesto de pacientes, teríamos toda a população atendida, não se enganem! A maioria de nossa gente vive em locais servidos diretamente, ou de perto, por médicos.

A problemática está mais relacionada "ao que buscam ter", ao invés de "ao que querem fazer".

Num país solapado por males de todo o tipo, como dar-se ao luxo de trabalhar UM DIA, por semana, ganhar R$ 10.000,00 mensais, e o restante do tempo estar aos serviços de suas próprias clínicas, ou empreendimentos particulares? Vou além... não tenho nada contra a pessoa colocar preços em seu trabalho bem feito (nem sempre, infelizmente), mas fraudar, por exemplo, órgãos públicos, registrar digitais, e ir trabalhar em sua clínica? IMORALIDADE.

Pessoas, porque os médicos não podem viver vidas comuns? Porque não podem trabalhar ao menos VINTE horas semanais, para minorar o sofrimento de nossa gente, e destinar as remanescentes vinte horas da semana "inglesa" para clinicar, pescar ou bordejar por aí?

Não... Assim temos médicos que são na verdade pecuaristas, políticos, agricultores, administradores, agiotas... isso, claro, antes de serem médicos (em ordem de importância de atividade).

Muito se tem dito sobre o programa "Mais Médicos", do governo PT. Que eu pessoalmente acho uma aberração. Mas os Conselhos de Medicina é que deveriam se envergonhar - fazem de sua classe semideuses, praticamente, fazendo também discreto fisiologismo, ao invés de lhes instruírem a buscar serem primeiramente profissionais, e aí então tentarem a carreira de magnatas... mas quando o governo tenta, ainda que de uma forma totalmente condenável, mitigar o problema do atendimento, ficam revoltados, etc e tal... PONHAM ESSA MOLECADA PRA TRABALHAR, para darem valor ao dinheirinho suado que tentam colher de nossa gente, que em sua maioria, não pode pagar preços de "Sírio-Libanês"!

Nem me falem da remuneração que o SUS oferece aos médicos credenciados (uma miséria, reconheço)! Quero saber de interesse em manter vidas, em cuidar da dor das pessoas. Existe, isso?

Soube, em paralelo, que jovens médicos iniciaram empreendimento no qual, mediante módicos preços, são realizadas consultas, em bairros populares (em São Paulo, SP, se não me engano). Pois bem... ELES ENRIQUECERÃO. E serão lembrados pelo seu desprendimento em, ao invés de cobrar R$ 250,00 por consulta, ponderarem que TALVEZ o paciente viva só com o salário mínimo, e lhe cobrem R$ 60,00. E as comparações com os "magnatas" serão inevitáveis... podem escrever.

Quando aos demais? Alguém já disse:  "A soberba precede a ruína.".  A eles lhes caberá o finalzinho do juramento que recitam - em parte, mas rejeitam cumprir:  "Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

"Se ao final dela, a vida se resumir ao que você possuir, você não teve nada nessa vida."  

QUANDO A INTELIGÊNCIA ENCONTRA A ALIENAÇÃO

Com muito prazer republico um texto profundíssimo, que pode divertir, e vai trazer muita luz, sobre o momento político que vivemos. É ...