terça-feira, 25 de novembro de 2014

O QUE SE ESPERA DE DESONESTOS?

Na madrugada dessa terça, 25.11, e conforme informativos da mídia de internet, aprovaram, na Comissão Mista de Orçamento, o projeto de lei que flexibiliza limitações da LDO, assim permitindo ao governo federal a utilização de recursos sem o freio que eventuais limites lhe poderiam opor.

A maioria dos brasileiros nem sabe o que isso significa. Um outro contingente até sabe, mas acha que não vai lhes pesar no bolso. A maioria de nossos políticos SABE o que é. Sabem que é um cheque em branco, entregue na mão de um governo que atualmente se debate numa agonia sufocante, com todos os problemas oriundos da má aplicação do dinheiro público.

O que poderíamos esperar de uma base política desonesta, corrompida e corrompedora, interesseira, fisiologista, vendida?

O que se esperar de um jogo de cartas marcadas?

Explicitou-se o óbvio. Baldados os esforços da oposição, sufocados aos gritos de energúmenos oportunistas como o Sr. Jucá e outros menos cotados, fomos uma outra vez prejudicados.

Não me sai da cabeça a "charge" em que um jumento se aproxima de uma urna eletrônica para votar. Nossa gente, inculta, atemorizada pelas ameaças imorais que o governo do PT usou para constringir ignorantes sem informação, se assemelha mesmo a muares fazendo o que lhes é estranho.

Mas não é só isso. Personalidades como o compositor Chico Buarque (como me ressinto disso, eu o considerava inteligente e livre-pensador*!!!!!), alguns atores de estranho pensar, como por exemplo o sr. José de Abreu... gente que lê, que sabe exatamente o que está acontecendo com a América Latina, e nada obstante, apoia o "polvo"!

Alguns podem ponderar que essas resistências mais esclarecidas na verdade se opõem ao "imperialismo" americano, e ao capitalismo ocidental. Bobagem. Essas mesmas cabeças "coroadas" de nossa cultura tupiniquim se desestressam fazendo compras em Miami, ou passando temporadas na França e na Europa. Precisamos parar com essa demagoria de que rejeitarmos os conceitos, mas aceitarmos alegremente seus dividendos!

Quanto ao falado "imperialismo", a besteira por trás do conceito é que isso SEMPRE EXISTIU. Quando não fosse a hegemonia americana, seria a inglesa, ou a espanhola, para lembrarmos de passado recente. A independência plena, na verdade, nunca existiu no mundo civilizado. Então, trata-se de  nos afiliarmos à vertente que nos proporcione o melhor. Supor que o socialismo latino não se vai converter em outro tipo de imperialismo é de uma estupidez lapidar - só precisamos conferir o que há ao nosso redor.

Mas ainda resta um pouco de ânimo em nossa gente... Veremos...

*fico pensando qual é a relação do meu "ex-ídolo" com a Lei Rouanet, e/ou cargos para familiares... enfim... pegou pra lá de mal a proximidade. Ao menos em nome da lisura de caráter, ele deveria ficar longe de corruptos, desonestos, assassinos (vide Celso Daniel)... que bandeira ele abraça, mesmo?

terça-feira, 18 de novembro de 2014

AUTORIDADES RIDÍCULAS

Novamente a postura ridícula de alguém investido de (algum) poder aparece, ofendendo nossa moral social (que talvez algum resquício exista disso).

Aquele juiz, lembram-se? Da crônica anterior.

Pois então. Nossa operosa mídia decidiu vasculhar um pouco mais a vida (que deveria ser pública, azar o dele, que escolheu ser uma figura pública) do respeitável magistrado, que dera voz de prisão para uma policial no cumprimento de seu dever. Ok, a moça pode ter expresso com palavras o que passaria pela cabeça de qualquer de nós, naquela circunstância, mas talvez fosse infelicidade explicitar...

Descobriram que o meritíssimo juiz - detentor de tanta probidade a ponto de condenar uma frase de alguém que estava fazendo (até onde sei, corretamente) seu trabalho - tinha já 28 (isso mesmo, vinte e oito, por extenso) pontos de infrações diversas na sua CNH. Aparentemente o moço já tinha também um histórico de queixas pelo não pagamento em dia de serviços essenciais de que fruíra.

Bem, já se pode depreender que o rapaz não é assim tão probo. Mas ele tem o direito de levar sua própria vida como quiser, não é mesmo? "Live and let live", modificando ligeiramente o título da consagrada música dos Beatles... se pretende ser um rebelde sem causa, que o seja. A vida, quando não aprendemos nos momentos certos, se encarrega de nos ensinar com lições muitas vezes duras, e em geral impositivas.

Mas, o veículo de comunicação que nos trouxera essas novidades sobre o "trepidante" magistrado, no caso, o jornal "O Globo", cometera um excesso, na pena de seu colunista - rotulara o rapaz de "caloteiro".

AH!!! Isso não pode ficar assim! E dessa maneira o jornal foi condenado a uma indenização, nem tão dolorosa, de R$ 15.000,00, pelo rótulo aplicado ao cidadão. A pergunta surge - o rótulo seria válido? Mas vamos além...

Sabe, meritíssimo? Se V. Excia. não quer que lhe enxovalhem o prenome, ou o nome da família, QUE NÃO COMETA AS IRREGULARIDADES. E, se as cometer, que as resolva sem alarde, rapidamente, para que a biografia permaneça incólume.

O QUE NÃO PODE, Excelência, é buscar a tutela da lei para protegê-lo da sanha "covarde" (estou sendo irônico, claro), dessa mídia acusadora!!!!

Ora, vá! Se quer andar da maneira que dá na cabeça, sem atentar para as convenções sociais, morais ou o regramento em que vive, que arranje uma outra profissão, Sr., que não a de juiz! Até porque os deslizes de V. Excia. (justificáveis ou não), depoem contra essa mesma lei que o Sr. afirma garantir!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

E O RABO ABANA O CACHORRO...

A problemática política está em plena efervescência, e quanto a mim, não vou, de momento, lançar nada à voragem. O que quer que se diga ou escreva a respeito da baderna que temos no Brasil, em termos de DESCONSTRUÇÃO nacional, soará pífio, pequeno, sem valor. Acontece que os arquitetos desse desastre anunciado conseguiram fazer algo tão envolvente, que praticamente nada nessa terra brasileira escapa à sujeira, ao desmando, à corrupção.

Assim, resolvi dar uma olhadinha nas misérias cotidianas que, por pequenas que sejam, nos atingem mais rapidamente, mais proximamente.

E me deparo com essa pérola de história, em que uma agente policial é condenada, em segunda instância, porque ao deter um condutor - de veículo sem placas, sem documentos veiculares, e tampouco carteira de motorista, deparou-se com um juiz, o Dr. João Carlos de Souza Corrêa, ora titular do 18° JEC (Juizado Especial Criminal, para os desligados).

O veículo, já se vê, teria de ser (e o foi) rebocado, por ser irregular seu trânsito. Mas isso não foi muito. Ao que parece, aconteceria uma altercação entre o ilustre condutor e a autoridade coatora, o que produziria uma queixa, ação correspondente danos morais, e a servidora - Sra. Luciana Silva Tamburini -  teria sido condenada a pagar indenização de R$ 5.000,00 ao "ofendido".

Fico pensando no que porventura fora dito durante o "imbróglio". Ora, para a policial dizer que o magistrado era "juiz, mas não Deus", acredito que o ilustre magistrado declinara sua posição na pirâmide social. E porque o faria? Para dizer algo como "Olha, podem levar o carro. Eu estou sem documentos, totalmente irregular, mas tudo bem. Sou juiz e sei como é a lei."

Será que foi assim? Ninguém comentou sobre as infrações cometidas!!!!!!!

Se a coisa foi gratuita, OK. Mas se resultara de um "bate-boca", Excelência, a coisa está errada.

Pelamordedeus, Excelência. O Sr. deveria estar dando exemplo, e NADA O REDIME dessa obrigação, mormente porque se presume que conheça a lei. 

Agora me diga, Meritíssimo - R$ 5.000,00 lavam a honra de V. Excia.? Certeza que o Sr. vai dormir noites mais tranquilas, depois de subtrair (ainda que sob os ditames da lei) esse valor da policial? Outra pergunta - lavam de que? Ou o Sr. se considera no mesmo patamar que Deus (que teria sido evocado, na frase considerada ofensiva)?

Francamente, Excelência. O Sr., assim como os servidores de primeira e segunda instância envolvidos estão prestando um excelente desserviço à sociedade. O culpado no incidente ERA V. EXCIA. Salvo melhor juízo, quem merecia respeito no local do desacerto ERA A POLÍCIA. Alí, Excelência, o Sr. não era mais do que um simples cidadão, infrator da lei (por que postula zelar), por sinal. 

Certamente o Sr. não procurou saber o nível de stress da policial com quem discutiu. Não admira. O Sr. não enfrenta balas no dia a dia do Juizado. O mínimo que deveria fazer seria entregar "os pontos", pegar um taxi, e sair ligeiro do local.

Sabe porque? Porque se consignou na cadeia de atos que se seguiu que o infrator PODE SIM, peitar a autoridade. Que um cargo público pode servir de salvo-conduto. Que policiais não merecem respeito. 

Simples assim...

P.S. - Acabo de saber (05.11.2014 - via Twitter, onde mais?) que o digno magistrado já fora multado por conduzir em desacordo com as leis nacionais, digamos assim... É, o homem não é Deus mesmo...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

MARÉS DO TEMPO

Hoje eu "tô" poético.

Eu definiria a vida qual caminho,
Com começo, meio e fim de jornadear;
Mas... se pode dizer dela que é quadro
Que o jeito de viver, aos poucos, vai pintar.
Também por vida se traduz mero existir
Que teima em terminar nos funerais;
E,  insensível ao que pode sobrevir
Se extingue – aquele ser não vive mais.

O certo é que pouco conhecemos dela
Menos ainda do “alguém” que a planejou;
Nem o saber - pelo que a Ciência zela,
Os segredos da existência desvendou.
E a nós, mortais finitos, viajantes
Nesse caminho de incógnito destino,
Resta entender, pelos que vieram antes
Esse milagre, que tem tudo de divino.

Mas a tarefa é dura, e muitas das pessoas
Perpassam suas vidas em sutil desilusão -
Muitos de nós se perde em coisa à toa
Como vaidade, orgulho... tudo em vão!
Ou sonham que mortalhas tenham bolsos
E vivem sem viver, sempre juntando
Riquezas que não servirão aos ossos
Em que um dia irão se transformando.

Eu? Já prefiro viver valorizando
Esse milagre que se renova a cada dia.
Paz e compreensão edificando
Vou por aí... vou repartindo alegrias...
Só sei que o Eterno, ao me dar vida
Com certeza algo mais nobre planejou
- de alguma forma fazer menos sofrida

A jornada daqueles com quem vou.

domingo, 2 de novembro de 2014

"AO VENCEDOR... AS BATATAS! (óbvio).



Uma semana após o DESASTRE.

Uma semana após um dos processos eleitorais mais sujos, mais apelativos, mais imorais de que tenho notícia, em minha curta vida, ao menos no hemisfério ocidental. 

Uma semana depois que um povo ignorante em sua maioria, viciado em esmolas e condicionado pelo poder da mídia, decidiu homenagear seus algozes, lhes dando mais tempo de "vida política".

Entristeci-me, claro, ao ver baldados os esforços de meus votos e propaganda. Ví inúteis os esclarecimentos, os cálculos das perdas passadas e projetadas. Mas me entristeceu sobremaneira ver como nossa gente mais carente, mais sofrida, mais ignorante foi USADA (essa é a única palavra apropriada), para legitimar o crime de colarinho branco, a propina, a ditadura socialista. 

Pobre do meu Brasil.

Mas, parodiando Machado de Assis (Quincas Borba, romance bem a propósito do que aconteceu domingo passado, por insólito que possa parecer), "ao vencedor, as batatas".

Batatas quentes, nem tenham dúvida. 

Porque esse governo sem vergonha que aí está vai precisar negociar com tantas facetas do complexo polígono que é a globalização, que dá até canseira enumerar. 

Primeiramente, com o capital estrangeiro, que não tem sangue nem coração. E aqui arrolo montadoras de veículos, indústrias de alimentos, laboratórios farmaceuticos, por aí vai.

Depois, com as correntes políticas internacionais, socialismos radicais ou brandos, liberalismos de todos os matizes... e, naturalmente quem manda politicamente no mundo (leia-se E.U.A., e ninguém me venha dizer que há outros manda-chuvas, porque não há). Aqui está sutilmente embutido o fator "emprego", com demanda crescente a cada mes, que se precisa ver como vai ser mitigado, com o encolhimento da capacidade industrial, aliado às deficiências históricas de logística e legislação trabalhista anacrônica e draconiana.

Mas não é só isso... as "batatas" que o vencedor (partido) tem irresponsavelmente distribuído, ao longo dos últimos doze anos começam a cobrar seu custo. 

O custo social, com esses grupos de desordeiros (sim, desordeiros!) sob a sigla MST, perturbando a paz de gente honesta e trabalhadora, do Oiapoque ao Chuí. Ou com as hordas de "indios" que têm emigrado de outros países da América do Sul, para aqui - EM NOSSO TERRITÓRIO, reclamarem suas nações (claro, nesse momento do debate ninguém se recorda que as tribos eram de modo quase geral semi-nômades, utilizando TODO o território para viver). Aliás, a questão indígena merece outra crônica, que lhes prometo escrever.

O custo político!!!! Ah, essa "batata" está fervendo, porque os utilizadores atuais das "tetas" vão lutar bravamente para não serem alijados do processo. 

O tempo dirá se conseguirão salvar todas as "batatas"...


Um questionamento final, para lhes perturbar o final de semana - em que outro país do mundo o pluripartidarismo foi ou tem sido benéfico? ONDE?

QUANDO A INTELIGÊNCIA ENCONTRA A ALIENAÇÃO

Com muito prazer republico um texto profundíssimo, que pode divertir, e vai trazer muita luz, sobre o momento político que vivemos. É ...