domingo, 2 de novembro de 2014

"AO VENCEDOR... AS BATATAS! (óbvio).



Uma semana após o DESASTRE.

Uma semana após um dos processos eleitorais mais sujos, mais apelativos, mais imorais de que tenho notícia, em minha curta vida, ao menos no hemisfério ocidental. 

Uma semana depois que um povo ignorante em sua maioria, viciado em esmolas e condicionado pelo poder da mídia, decidiu homenagear seus algozes, lhes dando mais tempo de "vida política".

Entristeci-me, claro, ao ver baldados os esforços de meus votos e propaganda. Ví inúteis os esclarecimentos, os cálculos das perdas passadas e projetadas. Mas me entristeceu sobremaneira ver como nossa gente mais carente, mais sofrida, mais ignorante foi USADA (essa é a única palavra apropriada), para legitimar o crime de colarinho branco, a propina, a ditadura socialista. 

Pobre do meu Brasil.

Mas, parodiando Machado de Assis (Quincas Borba, romance bem a propósito do que aconteceu domingo passado, por insólito que possa parecer), "ao vencedor, as batatas".

Batatas quentes, nem tenham dúvida. 

Porque esse governo sem vergonha que aí está vai precisar negociar com tantas facetas do complexo polígono que é a globalização, que dá até canseira enumerar. 

Primeiramente, com o capital estrangeiro, que não tem sangue nem coração. E aqui arrolo montadoras de veículos, indústrias de alimentos, laboratórios farmaceuticos, por aí vai.

Depois, com as correntes políticas internacionais, socialismos radicais ou brandos, liberalismos de todos os matizes... e, naturalmente quem manda politicamente no mundo (leia-se E.U.A., e ninguém me venha dizer que há outros manda-chuvas, porque não há). Aqui está sutilmente embutido o fator "emprego", com demanda crescente a cada mes, que se precisa ver como vai ser mitigado, com o encolhimento da capacidade industrial, aliado às deficiências históricas de logística e legislação trabalhista anacrônica e draconiana.

Mas não é só isso... as "batatas" que o vencedor (partido) tem irresponsavelmente distribuído, ao longo dos últimos doze anos começam a cobrar seu custo. 

O custo social, com esses grupos de desordeiros (sim, desordeiros!) sob a sigla MST, perturbando a paz de gente honesta e trabalhadora, do Oiapoque ao Chuí. Ou com as hordas de "indios" que têm emigrado de outros países da América do Sul, para aqui - EM NOSSO TERRITÓRIO, reclamarem suas nações (claro, nesse momento do debate ninguém se recorda que as tribos eram de modo quase geral semi-nômades, utilizando TODO o território para viver). Aliás, a questão indígena merece outra crônica, que lhes prometo escrever.

O custo político!!!! Ah, essa "batata" está fervendo, porque os utilizadores atuais das "tetas" vão lutar bravamente para não serem alijados do processo. 

O tempo dirá se conseguirão salvar todas as "batatas"...


Um questionamento final, para lhes perturbar o final de semana - em que outro país do mundo o pluripartidarismo foi ou tem sido benéfico? ONDE?

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