MAIORIDADE PENAL - QUEM SE IMPORTA MESMO?



Mais um tema cabeludo está sendo debatido, no âmbito do Congresso Nacional.

Após VINTE E DOIS anos de tramitação, a proposta de redução da maioridade penal chega a seus "finalmente" (ou quase).

Nada obstante o tempo exagerado para tomada de decisão a respeito, ainda remanescem posturas anacrônicas, estúpidas mesmo, a propósito de algo que o resto do mundo trata com praticidade.

Naturalmente a turma dos "direitos dos manos" vai levantar que no Japão isso não é necessário, que a maioridade lá é de 21 anos pra cima, etc e tal...(ninguém coloca na mesma discussão a cultura irrepreensível daquele povo...)

Demagogos de plantão vão vociferar a respeito da proteção às crianças, etc e tal... (ninguém pensa em proteger as crianças DELAS MESMAS...)

CRIANÇAS!!! COMO ASSIM?

"Galalaus" de 1,80 m que metem "canos" na cara de incautos cidadãos, em nossas cidades principais.

Despudorados que aos 15 anos desvirginam meninas a torto e a direito, "emprenham" as moças e saem por aí, posando de garanhões... Me lembro de um

Delinquentes que aos 14 anos têm coragem de esbofetear professores!!!!! (https://www.youtube.com/watch?v=VbhMbMa01BI)

CRIANÇAS?????

Gente, o mundo mudou. Com saudade preciso admitir que há 40 anos atrás o rótulo de "crianças" caberia muito bem aos exemplares acima. Culpados ou não de ilicitudes.

Mas, na sociedade brasileira do século XXI, eivada de modismos como por exemplo "liberdade total para crianças", flexibilidade de costumes, novelas pervertidas e permissivas, permissividade total enfim, NÃO HÁ MAIS ESPAÇO para uma proposta puritana de gente ininputável abaixo de dezoito anos.

Na sociedade moderna (ou pós-moderna, como teimam os lorpas e pascácios*), as famílias estão cada dia mais se alienando do sagrado mister de introduzir as novas gerações na sociedade. Hoje em dia quem apresenta o ambiente social aos petizes são suas babás, ou professoras do "prezinho", ou mesmo a dura realidade dos becos e vielas, de quem tem a sina desafiadora de nascer nas favelas.

No contexto educacional pululam conceitos de uma psicologia de defesa frágil, que admite tudo, MENOS que alguém seja reprovado. E, como soi acontecer, alunos aculturados de forma pífia produzirão profissionais mal capacitados e, dentre esses (aqui mora o perigo real!) haverá professores ainda menos cultos que seus mentores, e a coisa vai se repetindo, numa espiral insana de fragmentação da cultura, que tanto faz diferença mundo afora.

Não, nossos menores de dezoito anos NÃO PODEM SER CONSIDERADOS adolescentes, nem principalmente crianças. Eles já sabem exatamente o que querem ser ou ter, a partir já dos quinze anos.

O Exmo. Sr. Dr. Marco Aurélio Mello pontifica "cadeia não conserta o preso". Não conserta mesmo, Excelência, concordo. Mas a mera possibilidade já refreia ao menos quem ainda está se aventurando somente. Como é o caso da maioria absoluta de nossos "inocentes" delinquentes juvenis.

Agora pensem... se alguém maior de DEZESSEIS anos pode votar, porque não pode assumir sua responsabilidade por fatos e atos de sua lavra?

Que venha a nova lei. Estamos fartos de hipocrisia. Por causa de "direitos dos manos" aplicados de maneira distorcida, estamos assistindo gerações inteiras de delinquentes sendo lançadas na sociedade que, ou se defende (e pode até morrer), ou delibera o que fazer. Mas deixar como está... NÃO PODE SER.


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