QUEIMAR LIVROS RELIGIOSOS - BABAQUICE ACADÊMICA



O adágio popular diz "quem diz o que quer ouve o que não quer."

Vou adiante - "quem diz E FAZ o que quer, ouve E SOFRE o que não quer."

Essa internet maravilhosa, pródiga em notícias prosaicas, nos traz a notícia de que um jovem acadêmico da UFAC - Universidade Federal do Acre, num encontro de rotulados ateus, teria resolvido apresentar uma "performance" e, em pleno palco, queimara uma Bíblia, livro considerado sagrado pela maioria das tradições religiosas do mundo. Confiram...

http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/05/08/universitario-queima-biblia-em-encontro-de-ateus-na-ufac-e-gera-protestos.htm

Bem, bem, bem... não se sabe ao certo se houve vontade de aparecer (claro que houve!), mas esse menino, Roberto Oliveira, já ficou famoso.

Ombreia, presentemente, com personalidades tristemente famosas do período da Inquisição, na Espanha. Também tem muito em comum com os bolcheviques de começo de regime, na extinta União Soviética, os vermelhor de Mao Tsé-Tung, na década de 50, os nazistas, entre 1933 e 1934.

Aqueles outros "queimadores de livros" não queriam que as pessoas se aculturassem, ou conhecessem outras formas de pensamento.

Manifestar seu descaso, ou a desimportância que algo tem para si, ao execrar a coisa, pode até ter suas finalidades pessoais - satisfação íntima do tipo "mostrei a eles como eu penso!", servir de exemplo a indecisos, talvez...

Mas, para além do horizonte pessoal, o Sr. Roberto Oliveira deveria ponderar quem se sentiria ferido em suas convicções. Precisava se assegurar de quem preza o tal livro queimado, e o quão próximo essas pessoas estariam de si, a ponto de eventualmente serem de alguma maneira desagradados, com o prejuízo relacional superveniente.

Agora se queixa de que há possibilidade de ser despedido do emprego. Em paralelo, a universidade sofreria depredação de quem se viu ofendido pela "performance", que o Sr. Felipe Zanon, organizador do evento, encampou.

Acontece, Sr. Zanon, que o que lhes sobra em vitalidade e "stamina" para confrontar o "stablishment", falta em bom senso. Acharam mesmo que NADA ACONTECERIA? 


Exatamente o que acontecera com a malfadada revista "Charlie Hebdo", entendem? Fizeram o que bem entenderam, crendo estarem abrigados pela democracia, mas suas "charges" realmente feriram profundamente a convicção e o respeito que outras pessoas devotam à fé, seja a cristã, seja a muçulmana.

Creio, em verdade, que se o Sr. Oliveira fizesse uma pilha com a Bíblia (o livro destruído), o Corão, o Livro de Mórmon, Os Vedas, e mais alguns outros códices religiosos, e os queimasse JUNTAMENTE, talvez o impacto não fosse tão expressivo (Ok, não sei o que nossos irmãos muçulmanos diriam a respeito*). 

A democracia e suas liberdades, sob cuja égide os senhores nasceram e cresceram, admite mesmo amplitude de ações como as dos Srs., MAS... de igual maneira, a mesma liberdade admitirá a crítica e eventuais retaliações ideológicas (repudiadas inteiramente manifestações contrárias que representem dano físico ou material, qualquer que seja).

SEJA ATEU, Sr. Oliveira. SEJA DESCOLADO, Sr. Zanon. Mas deixem quem não é em paz, juntamente com seus símbolos e tradições. O restante da sociedade verá que os Srs. têm bom juízo, e maturidade suficiente para entrar no mundo dos adultos. Por enquanto não o demonstram ter.

*fico pensando o que a comunidade islâmica poderia fazer, nesses tempos de extrema sensibilidade... me parece que, salvo engano, eles não contemporizam muito com o desrespeito religioso.

Te amo, meu Brasil... mas o que fazer com teu povo? TEIMA EM NÃO CRESCER!!!!!

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