UMA QUESTÃO DE RESPEITO



A "crucificada" na parada gay de 2015... a revista francesa Charlie Hebdo... "bilaus" expostos numa montanha da Malásia...

O que essas coisas têm em comum?

Muito se lamentara sobre a incrível violência cometida contra a sede da revista francesa acima referida, e dos mortos produzidos. Grupos de direitos humanos se insurgiram ("onde fica a liberdade de expressão?", etc e tal). Protestos aconteceram por toda a parte, pelas vidas ceifadas (é preciso um certo critério ao se considerar esse significado - ceifado - em relação à vida humana...)

Mais recentemente, aquela moça belíssima, por sinal, nos aparece, e posa para o mundo todo, seminua, "grafitada" com marcas sanguinolentas, amarrada a uma cruz, e em lugar da plaquinha em latim, dizeres relatidos à comunidade LGBT.

Agora nos vem a notícia de que naturais do território onde se encontra o monte Kinabalu, na Malásia, acusam o exibicionismo de alguns turistas estrangeiros de ter motivado a "ira" dos espíritos que habitam a tal montanha.

SEJAMOS FRANCOS. Não é uma dificuldade com religião. Nada mais é do que falta de respeito social. Isso mesmo, falta de respeito em sociedade.

Amigos, os editores da Charlie Hebdo SABIAM O QUE OS ESPERAVA. Só não acreditaram no jogo dos outros, e resolveram "bancar o jogo" (como se diz em poquer). Ignoraram quem seriam os outros jogadores nesse jogo sério do respeito humano.

Os energúmenos que desfilam na parada gay, igualmente, desconsideram limites, e agridem com sua exuberância (muito dela conseguida à custa de alentados silicones) não só os ícones de fé das pessoas (com a crucificada, por exemplo), como também os costumes - quem não sabe disso que procure fotos em que engraçadinhos posam com seus pênis expostos, ou quem os assiste relembre atos sexuais realizados à luz do dia, durante a tal "parada". Espero que todos entendam os paralelismos - os "paradistas" literalmente contam com o impacto, estou certo de que até anseiam pelo estrago social.

Os alegres rapazes da montanha, na longínqua Malásia, certamente não se deram ao trabalho de perguntar, aos naturais do lugar ou a seus guias, se o que pretendiam poderia afrontar alguém, ou a sociedade dalí. SIMPLESMENTE O FIZERAM. Como diria o Sr. Jânio Quadros, de saudosa memória e inteligência... "fi-lo porque qui-lo".

Um antigo brocardo nos adverte "quem diz o que quer, ouve o que não quer". VOU ALÉM... "Quem diz E FAZ o que quer, ouve E SOFRE o que não quer."

Escolhas de fé existem desde que o mundo é mundo, infelizmente (digo isso porque estou totalmente seguro de que há só UMA DIVINDADE, mas isso é outra história).

Escolhas de relacionamento a dois (ou a tres, ou outras "surubas") idem, desde que o mundo é mundo. Não é por acaso que se cunhou a palavra "sodomia", numa triste lembrança de um povo inteiro que foi pro "vinagre" conforme nos conta um livro sagrado.

Exibicionismo... ora, ora, ora... algo inerente ao ser humano, embora me pareça algo mais atinente às "Aves do Paraíso", com sua exuberância.

Mas o que está na base dos problemas e consequências colecionados, meus irmãos, é o dito cujo RESPEITO.

Essa sociedade fragmentada, que algum ignorante convencionou chamar de "pós-moderna", enxarcada de representantes da geração "Y", não conhece o sentido da palavra respeito, em sua forma essencial.

"Pouco importa se sou grosseiro, afinal de contas eu sou assim, nasci assim" (que ninguém diga que a pessoa pode tentar mudar, porque pode ser agredida mais intensamente). "Não preciso prestar contas a ninguém" (precisa sim, a sociedade tem limites ideais, sem os quais não sobreviverá).

Críticas à fé dos outros? Uma coisa ultra comoda, na sociedade ocidental - porque não fazem essas coisas lá no Oriente Médio? (acontece que os espertinhos sabem que lá é morte na certa, enquanto que cristãos, budistas, umbandistas, ateus, animistas são tolerantes e cultuam, de maneira quase geral, a paz. Por isso é que é tão fácil afrontar ícones de fé no mundo ocidental).

Mas o que está abaladíssimo é o edifício social. Nossa sociedade está putrefata, e isso que vimos nada mais é do que a fuafa de sua decomposição.


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