quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A ESSÊNCIA DE NOSSOS POLÍTICOS

 Enquanto ele profere palavrões da tribuna, no estado de Sua Excelência...

A partir de uma posição distante da política, as décadas vividas até aqui praticamente me obrigaram a ter olhos para esse aspecto da existência humana, pois que é a política que gere as relações de todos os matizes dessa nossa pobre sociedade.

Do mero decisório sobre para onde vão os recursos financeiros do orçamento da União, seus estados e municípios, passando pelas condições de saúde da população, pelo descuido com nossa região amazônica, do estímulo de grupos rebeldes espalhados do Oiapoque ao Chuí, da escalada da inflação, chegando até, pasmem, leitores!!!! - ao preço do pãozinho que serve as mesas (nem todas, pelos mesmos motivos!) de nossos concidadãos - tudo isso decorre da atividade política, e dos consectários danosos que a brasileira, em particular, tem acalentado, desde sempre - o fisiologismo, a corrupção em níveis inauditos, o descaso com os eleitores.

Mas de qualquer modo, nós, meros eleitores, ou acionadores de botõezinhos de máquinas de seriedade duvidosa, continuamos, um quadriênio após outro, acreditando que nossos quadros políticos hão de melhorar, e que teremos dias mais jubilosos, nessa Pátria.

A problemática, se me permitem, não está nos escolhidos, propriamente. O embrião que produz aqueles safados lá no planalto central (há honrosas exceções, preciso ressaltar sempre!) reside na cupidez humana, na volúpia insaciável por poder, pela sensação de que tudo é possível aos que se tornam imunes pelas eleições. Essa essência maligna não só os mancha e contamina, mas a partir de algum tempo pra cá tem se divulgado alto e bom som...

Mas, como se não bastasse se tornarem assim abjetos em seus conchavos e decisões, aqueles senhores e senhoras têm dado mais alguns passos no descortínio da própria dissolução. Não há literalmente rebuços em cometimentos impensáveis, em outros tempos.

Hoje me deparo com um discurso de pouco mais de dezessete minutos, em que um senador da República destila seu veneno lá da tribuna, numa choradeira indigna sequer de um ladrão de galinhas - mas vai além. Lá, daquele lugar onde vetustos (e muitos deles sérios) senhores defenderam causas da sociedade, aquele senhor, não contente com a própria choradeira, pronuncia audivelmente, palavrório de baixo calão, ofendendo a mãe de alguém.

DA TRIBUNA DO SENADO!!!!!

Pessoas, entendam. Ele esperneia, se lamenta, chora para justificar coisas e atos que levariam qualquer político de outros lugares - nos Estados Unidos, por exemplo -  para a cadeia!!!!! Vocifera contra órgãos que dispõem de informações amplas sobre suas estrepolias, e nada obstante, não fica calado, ao contrário, agride instituições que estão aí para isso mesmo - descobrir malfeitos, fraudes, crimes, etc e tal.

Perderam a compostura, aqueles homens públicos. Se dão agora ao direito de contaminar a sociedade com palavras de baixo calão!!!

Notem bem, não sou puritano. Infelizmente aqui e acolá alguma interjeição chula possivelme me escapa. Mas usar o espaço de legislador para sapatear e, mais grave, ofender publicamente pessoas me é absolutamente abominável!

Brasil, meu Brasil brasileiro... quando teus homens públicos vão entender que ostentar seriedade e postura cidadã lhes é impositivo? Quando vão começar a dar exemplos ao resto da sociedade???

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