DESASTRES EM NOME DO LUCRO - ILHABELA!



Uma demanda muito importante, conquanto à sombra dos variadíssimos escândalos nacionais, está em andamento.

Mais um santuário ecológico e turístico está em risco de destruição. Faço referência à loucura de se cobrir uma extensão de águas de aproximadamente 500 mil metros quadrados, para amplição do porto de São Sebastião, no litoral paulista. Confiram...

www.redetv.uol.com.br/jornalismo/redetvnews/videos/cidades/projeto-bilionario-ameaca-turismo-e-meio-ambiente-no-litoral-de-sp

A Companhia Docas, responsável pelo plano mirabolante, diz que o projeto tem aval do IBAMA, e que - uma vez que a cobertura de concreto deve ser construída sobre colunas, a vida marinha será preservada.

Talvez esses megalômanos entendam (talvez!) muito bem de logística de transporte marítimo. Devem igualmente saber o que é melhor para o capital de seus acionistas.

MAS SABEM LHUFAS sobre meio-ambiente, e sem dúvida alguma os ilustres representantes do IBAMA, que os tem apoiado, igualmente sabem NADA A RESPEITO.

Esquecem que um dos fatores essenciais à vida, seja ela terrestre, subterrânea ou aquática, depende de LUZ. Ora, senhores... como é mesmo que acontecerá a fotossíntese, no âmbito da vegetação que por acaso jazer SOB A LAJE?

Mas esse não será o único prejuízo. Juntamente com o risco imediato de perecimento da maioria das formas de vida sob o piradíssimo empreendimento, vamos a outros azares, que inviabilizam MESMO a construção, que me cheira a ter propina, já que recebe autorização do IBAMA:

- a extensão da laje favorecerá sem dúvida alguma o acúmulo de detritos de toda sorte, desorganizados e incultos que são nossos patrícios, de modo quase geral - e não me venham com propostas de sistemas de limpeza! Não funcionam a céu aberto, vão funcionar como, em extensões ocultas?;

- o tráfego incrementado de navios representará um outro fator de poluição, não só de dejetos, como também de substâncias químicas nocivas, derivadas de combustíveis e lubrificantes dos cargueiros - uma outra forma de envenenar a flora e a fauna do leito;

- outro tráfego, o de caminhões e respectivos containeres, entupirá sem dúvida alguma o entorno rodoviário de um lugar que tem se notabilizado pelo apelo turístico - se se pretende fazer algo pelo porto, que ANTES se crie a infra-estrutura que vai assistir aos moradores do lugar, e visitantes;

- a vida - vamos a ela. Sem acontecer a fotossíntese, no nível da vegetação marinha, a mesma vai se corromper. Sem sua renovação, peixes, crustáceos e outros viventes das profundezas sairão dalí. As aves que vivem de ditos peixes e crustáceos irão embora para plagas menos açoitadas pela volúpia humana, o que vai sobrar? Um shopping, no meio da laje de concreto? Bem, talvez urubus comecem a aparecer (sem demérito algum às aves faxineiras...).

- o impacto visual naquela natureza belíssima e inspiradora será devastador. Imaginem um horizonte repleto de navios, penachos de fumaça de motores, manchas de óleo na água (nunca vi um porto que não as tenha...)...sem falar do pouco de mata atlântica do entorno, que seguirá pelo mesmo caminho da degeneração. Maus exemplos costumam ser seguidos muito facilmente.

Quem lê essa crônica experimente repassar. Isso não pode ficar assim.  Vamos sair de nossa zona de conforto, e mostrar a esses "capitães de indústria" que ELES NÃO PODEM TUDO?

Devemos essa energia a nossas gerações vindouras, à localidade de Ilhabela, ao próprio porto de São Sebastião, ao Brasil.

Te amo, pátria amada. Mas há alguns animais bípedes, da chamada espécie humana, com os quais não gostaria de me comunicar MESMO. Infelizmente, eles vivem no meio da sociedade.


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