"MULHERES DE VIDA AIRADA" E OUTROS TIPOS DE ESTUPIDEZ NO ENSINO BRASILEIRO

Abandonar padrões consagrados, em nome de modernidade... o resultado JÁ ESTÁ sendo contabilizado


A "Folha de São Paulo" traz a baila a história de alguns pais que consideraram desmedido, ofensivo, um conteúdo que o colégio Magister, da capital paulista, teria ministrado a alunos entre dez e doze anos. Confiram...

Pais de alunos reclamam de palavrões em livro usado por colégio

A editora Salamandra, cuja existência tem finalidade de lucro, já se vê, rotulara a obra, uma versão contemporânea em HQ da obra prima de Charles Dickens, "Oliver Twist", como indicada para crianças a partir dos oito anos.

Bem, bem, bem... embora eu não sirva de parâmetro para o debate, mas fui ler dita obra, traduzida por Machado de Assis (já se vê, não é uma tradução recente), ali pelos meus 14 anos, cursando o antigo "ginasial", no Colégio Estadual Visconde de Cairú, incomparável, naquela época (não sei como está atualmente).

Leria também, na mesma faixa etária, "O Cortiço", "Memórias de Um Sargento de Milicias", e outros romances ditos "infanto-juvenis". Me parece que as edições que "bombavam" naquela época eram as da EDIOURO...

A versão que classificam de contemporânea, desveste a pena precisa, artística, comunicante, de Dickens e embute SIM, na história, um viés perverso e pervertido, ao invés de mera intenção educacional. Não vejo de maneira alguma como seja  útil ou salutar, ou educativo, ou o que o valha, as crianças se familiarizarem com vocáculos como "puta", "prostituta", "filho da puta", e outras derivações chulas.

Náo é, pois, algo indicado para cabecinhas que estão sendo apresentadas à maldade humana JÁ - não é necessário nenhum reforço para essas "aulas" da vida. E, ao invés de servir de suporte para melhor entendimento social, e/ou de si mesmos, o conhecimento propiciado por tal material enseja aos estudantes de tão jovem idade a banalização da chulice ("li em meus livros escolares!"), a relativização danosa das personalidades que se assemelharem às da HQ (não do romance!) e, finalmente, representará mais alguns atentados ao vernáculo, à língua bem falada que deveriam aprender - nem juízes, nem advogados, sequer médicos ou professores ficam por aí dizendo "puta" ou "prostituta", ou o popular "FDP". Entendem? Acaba sendo cultura inútil que, ao invés de ser aprendida no cotidiano ESTÁ SENDO ENSINADA NA ESCOLA!!!!!!

E nossa gente brasileira segue sendo mal educada (em todos os aspectos), com incremento na baixa qualidade* em nome de "contemporaneidade"... Me poupem...

Para usar um pouco de gíria, "mandaram mal", pedagogos do Magister, pra se dizer o mínimo. E o pessoal da Salamandra, que rotula essa coisa aí como recomendável para crianças de oito anos para cima... vocês não se importam, não é mesmo? Desde que vendam a produção, tudo estará bem...

(ainda bem que há aposentos amplos no inferno, para abrigar algumas estirpes...)

*aliás, não me entra absolutamente no entendimento como alunos podem ser aprovados SEM AVALIAÇÃO. Absolutamente TUDO é submetido a avaliação, no horizonte da vida (até meras bactérias evoluem no sistema de tentativa e erro, entendem?), mas seres humanos seriam dispensados de provas em nome de psicologias ou pedagogias malucas, em nome de preservação de dignidade, etc e tal... Fala sério... os que pugnam por essas posturas "revolucionárias" deveriam, em paralelo com suas receitas mirabolantes, criar também solução para os batalhões de jovens deseducados, grosseiros, alienados, que pululam nossas cidades...

Não queiram me contrapor - são maioria absoluta na juventude.


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