quarta-feira, 16 de setembro de 2015

UM DESASTRE DESTINADO A SE REPETIR - COBRIR UM BURACO ABRINDO OUTRO

Estupidez ou safadeza... nenhuma delas se precisa explicar - são auto-explanáveis

 Estive fora, cuidando de uns afazeres importantes, por isso a demora em publicar, aqui. Me perdoem os que me leem costumeiramente.

Escusas feitas, vamos ao prato do dia.

O Executivo Federal, do alto de sua alienação, decide agir. E determina cortes no orçamento do Executivo. Até aí tudo certo, embora discutíveis ponto a ponto os cortes. Sabe-se que o Executivo historicamente tem gasto mais do que arrecada.

Mas então, a Sra. Roussef, após a "viagem" de publicar orçamento público com déficit, retoma a cantilena de aumento de impostos e ressurreição daquela coisa horrenda, chamada CPMF!


 
Pessoas, nunca vou me cansar de lembrar que nós, o povo brasileiro, NÃO SOMOS A CAUSA DA DESDITA que se abate sobre o Brasil.

Debitemos essa conta amarga e exagerada aos excessos de governantes que não sabem fazer contas, que fazem caridade com dinheiro que não lhes pertence (obras no exterior, cujos recursos poderiam estar fazendo diferença aqui dentro...), que admitem serenamente sobrepreços em obras públicas, como se a desonestidade fosse ônus justo...

Meus amigos, não tenho dúvida alguma de que a culpa não é nossa.

E porque, então, havemos de pagar a conta? Porque teremos a CPMF retornando? Porque aumento de impostos?

Observem - a situação de inadimplemento JÁ EXISTE.

O que fazer com uma torneira jorrando água fora? FECHA-SE.

O desafio agora é "ex nunc", ou seja, daqui pra frente. O que se pode fazer? Vejamos:

- revisar TODOS OS CONTRATOS PÚBLICOS (aluguel de veículos, fornecimento de refeições, limpeza terceirizada, serviços de edição/imprensa escrita...), e cobrar multa por atrasos nas obras públicas e fornecimentos - senão operadores de obras e fornecedores continuarão a agir do mesmo jeito;
- expurgar cargos em comissão, "abonos de permanência", e rever estruturas - quem deve ir pro pijama, vá!; alinhar a questão altamente imoral das residências parlamentares de Brasília. Ora, se os ilustres engravatados recebem moradia no DF
- reduzir o tamanho da máquina administrativa do Executivo (que é onde está acontecendo o vazamento maior). Ora, sobrevivíamos com pouco mais de vinte ministérios... E agora, estamos morrendo com TRINTA E NOVE!!! O que essa mudança trouxe de melhora, exceto novos cabides de emprego para os amigos do poder (imaginem a economia imensa, só com alugueres rescindidos)?
- RESPEITAR o TCU. Coisa básica. Fora do Brasil, ninguém entende como um órgão tão sério e de tanta utilidade no contexto democrático é ignorado!!!! E quem dever diante do TCU, pague - porque nossos engravatados não pagam suas dívidas, mas vão chorar no STF?;
- aplicar moratória nos financiamentos a obras no exterior - e porque não? Quem pode mais chora menos, ué! Certamente nossos "amigos" de outras nações "democráticas" vão se surpreender, mas hão de entender - afinal, "a cavalo dado não se olham os dentes"... e afinal, depois da ajuda que lhes demos, podem terminar as coisas por lá, será que não? O que não se pode é uma nação inadimplente com seus cidadãos permanecer financiando outra! Isso é insano!*

Mas pensem comigo... elevar impostos, cortar recursos de financiamento interno, ANTES DE FAZER O DEVER DE CASA ACIMA INDICADO é imoral, injusto com nossa gente, e terá o efeito paliativo de um unguento massageado numa inflamação - aliviará dores momentaneamente, mas só o anti-inflamatório via sistêmica será efetivo.

Aliás, a "inflamação" da economia deverá voltar, de maneira cíclica, e teremos novas elevações de impostos, etc e tal. E o ciclo de hipocrisia continuará "ab aeterni" - eles se lembrarão sempre de que é possível enganar um povo inteiro, para novos impostos/majorações (não é mesmo - "SÓ dois milésimos por cento", Sr. Levy?*).

Mais uma, sobre os propalados "cortes"... cortar concursos para carreiras que estão no desespero, como por exemplo os previdenciários e a receita federal, não é um tiro no pé - É UMA METRALHADA NO PÉ. Quem vai fazer o trabalho de publicanos, se não houver pessoal?

De passagem... essa história de dividir os recursos da CPMF com estados e municípios é "conversa mole pra boi dormir". Na outra vez que essa famigerada contribuição existiu, foi totalmente desviada dos fins a que se destinava. Procurem nos livros de história contemporânea.

Brasil... até onde podes sangrar? Mas eu te amo, Pátria amada!

*Preciso tirar o chapéu para esse homem sério, pelo esforço que certamente tem feito. Mas o Sr. "montou num porco ensaboado", Sr. Levy. Difícil se manter em cima dessa "montaria". O tempo o dirá. E espero estar enganado.
**eu sei que não é tão fácil assim, atados que estamos a acordos de cooperação internacional. Mas as empreiteiras darão um jeito, certamente!

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