ÍTALO MORREU... UM PREÇO QUE A SOCIEDADE PAGA

Não importa a cor... são vidas!!!!
 
A semana findante trouxe muito abalo à sociedade brasileira, e em particular à população paulistana, porque um garoto de 10 (dez) anos fora baleado pela autoridade policial, quando empreendia fuga com parceiro de 11 (onze) anos. Aparentemente o guri mais novo teria atirado nos policiais, e no revide da autoridade, foi ferido fatalmente.

TERRÍVEL? É. HORROROSO, UMA CRIANÇA DE DEZ ANOS FALECER PELA ARMA DE UM POLICIAL? SIM...

Mas vamos com calma nessa análise. Sem querer me arvorar a palmatória da humanidade, antes de me deixar levar pela emoção, avaliemos friamente o quadro todo.

PRIMEIRAMENTE, os pequenos delinquentes estavam empreendendo fuga num carro ROUBADO. O que a sociedade cobraria da polícia? Que os perseguisse, na tentativa de reaver o bem subtraído. Concordam? Ah, bom... vamos em frente...

Ademais, policiais numa viatura, ao confrontarem pessoas no interior de um carro, não têm o poder de avaliar quem estão confrontando. Dizer que eram crianças é fácil, mas recebendo chumbo quente, quem vai mediar altura de delinquente, ou seu grau de amadurecimento?

SE FOSSE UMA ABORDAGEM a pé, ok. Os policiais poderiam até ser responsabilizados pelo tiro fatal. Mas os meninos estavam num carro roubado, e no calor da abordagem não há chance de algumas avaliações, que o pessoal dos "direitos dos manos" vai querer levantar.

Em SEGUNDO LUGAR, o pequeno delinquente já tinha histórico de problemas com a lei. Aqui cabem tres ponderações:
a) - lares esfacelados produzem personalidades problemáticas (já volto a falar sobre isso);
b) - vamos desconsiderar a conduta criminosa, porque o delinquente tem dez anos?; e
c) - a lei, que deve estar sendo afrontada, não tem nada a ver com isso - a lei é para todos (volto a falar disso também, adiante). E quanto à afirmação da mãe do morto, de que ele nunca usara uma arma, isso é irrelevante - quando mesmo eles começam a usar armas? Não é a partir da primeira vez?

Em TERCEIRO LUGAR, queremos ou não uma sociedade segura? Se assim quisermos, é necessário que o aparato policial infunda TEMOR e RESPEITO, no seio da sociedade. Sabem porque tantos menores afrontam tanto nossos policiais? Porque a polícia é DESRESPEITADA, NO INTERIOR DOS LARES.

Quantas vezes há ouvi gente comum chamando policiais de "porcos"? Pessoas, COMO VAMOS QUERER AUTORIDADES EFETIVAS, SE NÓS MESMOS AS DESLUSTRAMOS? Mas vou além... a polícia, e por extensão a lei, é mostrada aos filhos de muitas famílias como algo/alguém venal, que se compra por cédulas de cinquenta reais. Que se pode ralhar com a polícia, ao ser parado numa blitz. Que podemos peitar a autoridade, que os "direitos dos manos" vão nos proteger. Os meninos envolvidos no trágico episódio comentado NÃO RESPEITAVAM A LEI. Senão teriam parado, confessado humildemente suas faltas, e ido embora pra casa (afinal, a lei permite isso, que infratores menores de doze anos sejam encaminhados a seus lares...).

Ítalo morreu porque a sociedade tem montado raciocínio e aparelhamento incorretos do aparato de segurança. É mais que hora de nossa sociedade apreciar com seriedade o trabalho insano que se faz na polícia, e nossas autoridades concederem mais atenção (e orçamento) para a segurança pública, e para o aparato da lei e da ordem, no final de contas. Sob risco de, não o fazendo, gastar-se muito mais com remendos no tecido podre (não por culpa dos policiais, culpa de quem governa e decide) de nossa segurança pública, e indenizações de "vítimas" oportunistas - certamente essa senhora, mãe do pequeno Ítalo, já deve estar se mexendo para receber uma indenização pela vida do filho, a meu ver TOTALMENTE DESCABIDA, por mais motivos até do que os aqui expendidos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, policiais que servem determinada região são conhecidos dos moradores locais, e RESPEITADOS. Há problemas lá? Claro, onde existir o ser humano, haverá problemas de enfrentamento da lei. Mas os "homens da lei" são respeitados. ... que tal se RESPEITÁSSEMOS nossos homens da lei? E se a coisa começasse desde pequenos, talvez não tivéssemos tantos traficantes, tantos estupradores, tantos pedófilos. Espero que entendam... QUEM DEVE, DEVE TEMER. QUEM DEVE, DEVE ENTENDER QUE SUA CONDUTA SERÁ PASSÍVEL DE PENALIZAÇÃO. Que crime não é uma coisinha qualquer.

Quanto às personalidades problemáticas, elas estão grassando e aumentando, porque o conceito de família está totalmente contaminado com modernidades e hedonismo. Poucos se preocupam seriamente com filhos - vale dizer, se está alimentado e não está doente, tá valendo! E esquecem que o que constrói uma personalidade é EXEMPLO, ENSINO, RESPEITO. Então, meus prezados, não esperem coisa muito boa de muitas famílias, inclusive as próximas a vocês!!!!! A não ser que tudo mude, em termos de orientação familiar. O que se esperar do filho de delinquentes?

A lei É PARA TODOS. Há uma senhora, Dra. Luislinda Valois, desembargadora aposentada (acho), negra, que reclama numa propaganda política qualquer que "mata-se negro por aí como quem mata frango". Preciso ponderar à prezada juíza que matam-se negros, índios, brancos, indiscriminadamente. A questão racial no Brasil é ridiculamente secundária, se considerarmos o que acontece AINDA, nos Estados Unidos, por exemplo. Dizer que negros são mortos chega até a desmerecer famílias de brancos, ou índios, ou outros descendentes, que são mortos, violentados, agredidos todos os dias. O que vai fazer isso parar é CULTURA - isso é o que falta. Não é legislação (que, repito, é para todos), nem protestos. CULTURA. Cultura moral e social (a se ensinar no interior dos lares), cultura geral de boa qualidade, a ser ensinada nas escolas.

Aliás, só estúpidos de pai e mãe para não verem que nossa gente brasileira é mais negra ou afro-descendente do que branca, ou índia, ou amarela!!!!! Tenho certeza de que a miscigenação já ultrapassou os 50% a favor de nossos irmãos de pele escura... Então, assertivas sobre negros (ou afro-descendentes) no Brasil só farão crescer, por razões totalmente óbvias.

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