terça-feira, 26 de julho de 2016

"SÓ PORQUE SOMOS POBRES"... SÓ QUE NÃO...

Imagem pública do site globo.com


Um festejado cronista debruçou-se sobre o problema sério de uma invasão numa propriedade municipal, na cidade de São Paulo, e escreveu a respeito. Confiram, na data de ontem (25.07).

O choro de um lado da verdade

Sinceramente, sofro pelos milhares, quiçá milhões de desvalidos que deambulam pelas grandes cidades do mundo. Muitos são vítimas do sistema, outras o são da maldade de seus governantes, creio que a maioria é vítima de si mesma, mas são seres humanos, e merecem de mim seu quinhão de compaixão, e respeito..

Mas minha inconformidade não se prende à situação, propriamente, nem aos infelizes atingidos pela medida LEGAL que os retirara do LUGAR INVADIDO.

O destacado escriba fez a leitura - inclusive com expressões reportando às emoções dos desalojados - de um lado somente da coisa, como de modo praticamente geral o fazem os humanistas, ou defensores dos direitos humanos.

Não se pode deixar fora de apreciação o fato de que HÁ SIM UM OUTRO LADO. O lado de quem detém a propriedade do imóvel invadido. E se fosse algo pontual eu não me daria ao trabalho de falar a respeito, mas a coisa virou moda, já a algum tempo, com algum incremento perverso - não se invade, hoje em dia, áreas vazias, mas propriedades produtivas e prosperando. Os esbulhados não podem ser olvidados, na hora de se considerar o fato, ontem ocorrido...

Como seres inteligentes que se supõe sermos, precisamos de um pouco mais de pragmatismo derramado sobre a matéria.

Invasão em área de risco... notem as palavras - INVASÃO e RISCO. Temos de imediato situação conflitante instalada, DESDE O INÍCIO de tudo. Ora, se o local a se ocupar não pode ser comprado, mas invadido, alguma coisa está errada. Ademais, se é área de risco, duplamente errada a iniciativa de se invadir o lugar.

Alguém vai ponderar que aqueles pais de família optaram pela invasão para ficarem mais próximos de seus labores, etc e tal... Mas, pessoas, precisamos escolher o que queremos para nossa sociedade! E isso passa pelos poderes constituídos, claro, mas também pelos formadores de opinião (padres, sociólogos, líderes comunitários)... E as pessoas carentes precisam entender que não é porque são carentes que podem afrontar a lei. Isso é uma outra forma de rebeldia social, pensem bem. Pessoas, se o lugar é de risco e/ou não se pode comprar, A INVASÃO NÃO É ALGO INTELIGENTE.

Então, uma senhora, ao longo da crônica do moço, pondera que expulsão dos invasores se deu no dia do seu aniversário. Triste coincidência, mas é mera coincidência. Precisamos parar de ser piegas. Pessoas aniversariam todos os dias, seja em tempos de paz ou não...

Ela prossegue, dizendo que um ex-senador se deitou diante das máquinas que removeriam as habitações, e mesmo sendo quem fora, a polícia o deteve, e removeu outras pessoas igualmente deitadas no pavimento. Não vamos falar do senador - em si mesmo uma pessoa incrível,  em seus atos sobremaneira midiático, mas falemos das atitudes.

Sejamos francos - qual o respaldo do "chororô"? Que havia idosos e crianças? Ah, sem dúvida não foram esses os primeiros invasores. Em geral idosos são levados por seus parentes mais jovens, e as crianças... (pobrezinhas, sinceramente), não têm escolha a não ser submeter-se à insanidade eventual de seus pais...

Vejam... sabemos de assentamentos em que famílias "carentes" repassam na sequência suas "posses", a troco de dinheiro, e vão novamente morar na rua, ou invadir propriedades de outrem! E essa é uma das pequenas indignidades que nossa gente inculta e oportunista utiliza, para incremento ainda mais grave da baderna social em que estamos imersos.

É necessário, "pari passu" com a consideração da ilegalidade da posse injusta, que as autoridades promovam campanha VISÍVEL e EFICIENTE demonstrando que Sampa não é mais o oásis de empregos, mas um fervedouro onde famílias e/ou vidas estão sendo arrebentadas. Vale o sacrifício?

Pessoalmente, na verdade, eu vejo uma orquestração dessas ações ilegais - que terminam com enfrentamentos entre a Lei e os infratores - por mentes perversamente brilhantes... O pessoal dos direitos humanos defende os "sofredores", a sociedade "paga o pato", e os pais da idéia vão em frente, rumo a outra escaramuça para espezinhar nosso mundo... Afinal de contas... PRA QUE SERVEM AS ORGANIZAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS, senão para drenar mais recursos para "alguns bolsos"?

Mas os defensores dos direitos humanos vão querer cair na minha pele... Que venham...

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