terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

CONHECEU LUCIO SERGIO CATILINA? ENTÃO... TEMOS O NOSSO...

Ops... me pegaram... (chorar ajuda?)

Sr. Romero Jucá subiu à tribuna do Senado Federal, ontem, e em discurso inflamado, emocionadíssimo, reclamou da sanha da imprensa em sua acidez contra a classe política. Confiram...

Um "Catilina" brasileiro?

Dentre outras preciosidades destiladas da senatorial boca, reclamou da patrulhamento do Legislativo, referiu "linchamento" que os políticos estavam experimentando, e em sua verborragia empolgada, comparara o corpo de políticos nacionais aos judeus da Europa, no início do século XX, que foram estigmatizados e sofreram processo de extermínio, 

É tocante o desconforto do Exmo Sr. Senador. Mas vejamos sua argumentação... 

PATRULHAMENTO, Excelência? SIM! Nem tenha dúvida. O Sr. e mais algumas centenas de políticos do Brasil se esquecem que nossa gente é quem os elegeu, e nos viram as costas em maracutaias que fariam corar as estátuas de Aleijadinho! Os eleitores os escolheram para representá-los (eu não, cruz-credo!), e como servidores dessa Pátria amada, PRECISAM E DEVEM ser patrulhados, para se saber se cumprem seu mister ou não.

LINCHAMENTO? Como assim? Só porque estão sendo expostas as entranhas desse monstro abominável e voraz em que se tornou o fisiologismo político no Brasil? Ora, ora, ora... o que o Sr. faria, caríssimo (na acepção literal da palavra, o homem está sobre singela montanha mensal em torno de R$ 120.000,00, somadas as verbas "visíveis") se "elegesse" alguém para cuidar dos arredores da "modesta habitação" lá do Recife? Não iria se assegurar de que o "eleito" estava fazendo o trabalho combinado?

O Sr. Jucá também menciona "vivandeiras e carpideiras", expondo a podridão de nossos políticos envolvidos em despautérios. Acontece, Excelência, que nossa gente, ignorante e ainda mais inculta após  a chamada "democratização" do país (leia-se, APÓS a rotulada ditadura, que de ditadura não teve nada), NÃO SABE LER, muitas vezes, e principalmente, de modo quase geral não conseguem interpretar a malandragem que desce do Planalto Central. Necessitam, assim, de quem decodifique a pilantragem circunjacente.

JUDEUS???

Por favor, sr. Jucá, não se compare e a seus pares com judeus injustiçados no tempo do nazismo - eles o foram somente porque eram judeus (injustiça histórica de quem os estigmatizou). Mas o sr. e a classe política brasileira, de modo geral, estão sendo hostilizados e escrutinados porque são ladrões do Erário, ou vendidos, ou mentirosos, ou não têm vergonha na cara mesmo - ou tudo isso junto. Por favor, sr. Jucá - "quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?"

Então, Sr. Romero Jucá... não sei se Lucio Sergio Catilina usava bigode, ou óculos, mas tinha verborragia e argumentos praticamente iguais aos do Sr. 

VAZIOS! 

Pare de chorar, Senador. E faça algo pela Pátria que prometeu ajudar a conduzir! E nem tenha dúvida... novos "Cíceros" há, que não suportam mais discursos como o de ontem (20.02.2017). Estamos cansados da mesma choradeira, que evoca culpados chorando numa delegacia... São culpados ou inocentes (disso ninguém fala, é interessante - reclamam da grita contra a turba, mas trazerem provas REAIS de que sejam inocentes...é outra história)?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ALIENADOS... DESFRUTANDO DO PRIMEIRO MUNDO

 É muito fácil criticar, quando não estamos "na pele" de quem vivencia a coisa.

Site de expressão no âmbito da internet brasileira nos noticia que um punhado de manifestantes se postara em protesto contra apresentação e palestra do Dr. Sérgio Moro, na universidade Columbia, NY, uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior dos Estados Unidos.

Um magistrado e seus detradores

E, na cátedra, preparando-se para iniciar sua palestra, o eminente juiz teve o desprazer de ouvir manifestações contra si. Aparentemente a iniciativa de uma senhora (não sei se brasileira ou americana), ao vociferar acusações contra o magistrado, levantaria também pequeno numero de apoiadores que, ao se unirem à dita cuja senhora, foram alvejados por sonora vaia, do restante da platéia, pelo que pude apurar, pelo vídeo curto que acessei.

O "imbróglio" acontecendo, permanecia o Dr. Moro impávido, sereno. O que ele poderia fazer, num momento daqueles?

Que a falta de respeito nessas situações é algo que grassa, não é privilégio (ou sina) dos Estados Unidos ou Brasil, isso é óbvio. As influências anarquistas sobre a oposição - qualquer que seja o viés de dita oposição - se fazem sentir em todas as nações ditas civilizadas. O germe maligno da baderna tem triunfado sobre o convencimento das idéias.

Não sei qual a nacionalidade da senhora que se destacara na tal palestra. Mas sinto uma vergonha órfã (nascida não se sabe ao certo onde), qualquer que seja sua nação de origem.

Se a moça é brasileira, está certamente equivocada, a respeito do maior esforço já realizado na nação tupiniquim, para combate à corrupção. No mesmo entendimento (de que seja uma brasileira), do que ela reclama? Está possivelmente recebendo em dólares o fruto de suas atividades na terra do tio Sam... experimenta custo de vida mais consentâneo com seus esforços... Porque ela se lixaria com alguns políticos "chinfrins" a mais de 8.000 Km de distância?

Se, ao contrário, for uma norte-americana, sofro pela ignorância da pessoa. Se nasceu e se criou numa nação onde o respeito às instituições é REGRA, e o desrespeito é EXCEÇÃO, deveria entender que num país onde esses conceitos se acham infelizmente extremamente diluídos, qualquer esforço, ainda que fosse (NÃO É) parcial é válido!

A claque que a acompanhara no recinto e da qual alguns permaneciam do lado externo do prédio tem o que a reclamar? Que a Justiça brasileira, malgrado suas limitações comportamentais, está repatriando milhões e milhões que pessoas como eles - os manifestantes - ajudaram a se eleger? Que estão fazendo injustiça ao PT, essa coisa maligna que se instalou no poder na Pátria brasileira? Que os outros partidos também têm corruptos? Ah, façam-me um favor, e me digam algo novo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SAI "CORONÉ"... ENTRA "CORONÉ"...


Após curtíssima celeuma, os srs. senadores elegeram quem os há de presidir, para o biênio em começo.

O Sr. Eunício Oliveira, amigo (claro, não é mesmo?) do Sr. Renan Calheiros (seu antecessor), fora eleito, com 61 (sessenta e um) votos, contra 10 (dez).

Algumas coisas eu não entendo... Se são OITENTA E QUATRO senadores, onde estão os outros 13 (treze) votos? OK, compreendo que há afastamentos... mas TANTOS?????

Claro, os afastados continuarão recebendo seus alentados subsídios (não se pode chamar de salário, salário ganha quem trabalha, não é mesmo?) ainda que afastados. A lei (esse simulacro de legislação que protege nossos políticos, pelo menos) lhes garante essas coisas...

(Queria ver os proletários decidindo se afastar por uns dias, assim, sem mais nem menos, pra ver o que o empresariado iria fazer com eles...)

Mas isso não é o foco de minha crônica de hoje. Depois de longo silêncio, com tribulações mil assolando esse escriba, preciso comparecer com algo realmente importante.

E me resolvo a falar da desfaçatez de nossos homens públicos, no caso em tela nossos senadores.

Meus amigos... o homem tem contra si acusações (assim como o retirante, Sr. Calheiros). O que se faz? ELEJA-SE O HOMEM!

Sabem? Diga quem quiser o que for, mas é mais um tapa na cara de quem elege nossos homens públicos - algo do tipo "nós colocamos aqui quem quisermos, não interessa o conceito que pareçam ter". Um acinte ao detalhe significativo de que muitos daqueles vetustos senhores (e isso inclui o Sr. Oliveira) constam do rol de implicados em favorecimentos ilícitos, de que agora vamos tendo notícia.

Alguns vão contrapor que o homem não foi acusado formalmente, e/ou nem condenado. Mas é no mínimo imoral que alguém com um "senão" em sua vida pregressa seja alçado a cargo de tal importância - presidente do Senado Federal, somente por seu trânsito político, ignorado o libelo que certamente lhe caberá enfrentar.

Vivemos tempos estranhos, em que homens "menos" culpados são digno, homens "mais aquinhoados" são dignos, homens "famosos" são dignos. O conceito de dignidade se esvazia a cada volta que a terra dá.

O Sr. Eunício de Oliveira, antes de assumir alguma coisa de importância, no âmbito do poder, deveria primeiro se assegurar de que não está coberto pela lama que invade cada rincão do Planalto Central.

(e isso serve para TODOS OS DEMAIS, senadores, deputados federais ou estaduais, vereadores...)

QUANDO A INTELIGÊNCIA ENCONTRA A ALIENAÇÃO

Com muito prazer republico um texto profundíssimo, que pode divertir, e vai trazer muita luz, sobre o momento político que vivemos. É ...