terça-feira, 28 de março de 2017

"LISTA FECHADA" E OUTRAS IMORALIDADES... O BRASIL PRECISA MUDAR!!!


 Achei simplesmente o máximo, em termos de resumo, esse texto, que uma amiga me repassara, sobre a tal "lista fechada"... Imaginem... um autêntico "bonde criminoso" abrigando TALVEZ algum político sério, mas no geral serão as mesmas sanguessugas de sempre... lá vai...



"""""- Garçom, me veja o cardápio, por favor.

- Nós não trabalhamos mais com cardápio, senhor.

- Vocês usam uma tabuleta, você me fala os pratos?

- Não, senhor, trabalhamos agora com lista fechada.

- Como assim, "lista fechada"?

- O senhor escolhe o restaurante (no caso, escolheu o nosso), e o nosso gerente escolhe o que o senhor vai comer.

- E o que é que eu ganho com isso?

- O senhor não precisa perder tempo escolhendo.

- Mas como vou saber o que vou comer?

- O senhor come o que o gerente achar que o senhor deve comer.

- Mas baseado em quê, se ele não sabe do que eu gosto!!!

- Baseado nos critérios dele.

- Que são...

- Ele pode querer que sejam os pratos mais caros. Ou os que usam ingredientes que estão com prazo de validade perto de vencer. Ou os que já estão prontos. Ou os que dão menos trabalho. Isso não cabe ao senhor decidir.

- Então eu me sento e...

- Senta, come o que o gerente quiser, e paga a conta.

- E se eu não gostar do prato?

- Nós não trabalhamos com essa possibilidade, senhor. Gostando ou não, vai pagar a conta do mesmo jeito.

- Bem, acho que vou então para outro restaurante...

- Todos agora trabalham assim, senhor.

- Mas quem decidiu isso?

- O Sindicato dos Donos dos Restaurantes.

- Pois então eu não vou mais comer fora. Vou comer em casa.

- Não tem problema, senhor. Posso trazer a conta?

- Que conta? Não vou comer nada...

- A do Fundo Suprapartidário dos Restaurantes. Comendo aqui ou em casa, o senhor tem que financiar os restaurantes.

- Por que é que eu tenho que financiar vocês?

- Porque se não financiar por bem, nós vamos conseguir o financiamento de outra forma, que é assaltando o senhor - um método também conhecido como Caixa Registradora Dois. O senhor pagar diretamente é muito mais civilizado, não acha?

- E quem me garante que eu pagando vocês não vão me assaltar do mesmo jeito?

- Ninguém, senhor. Ah, não aceitamos cartão. E os 10% são obrigatórios..."""""


Essa é uma das propostas da Reforma Política dos seus nobres representantes no congresso......a Lista Fechada...... compartilhem! Talvez alguma cara sem vergonha lá no Planalto Central fique vermelha, talvez alguém se toque da imoralidade supina.

quinta-feira, 16 de março de 2017

A QUESTÃO PREVIDENCIÁRIA


E assim caminha a humanidade... (ao menos no Brasil) - Imagem "emprestada" do Instituto Liberal, por prosaico que possa parecer... (são a favor da Reforma em moldes ao menos parecidos aos da proposta atual...)


Muito se tem comentado, ultimamente, sobre a necessidade de se reformar (novamente) a estrutura previdenciária pública, no Brasil.

Natural, o debate sobre esse assunto. Afinal de contas, a inversão de papéis (de mantenedor a beneficiário), presente o fator idade, será fator compressor dos recursos - é mero exercício de aritmética, sua verificação, tendo-se presente a massa de "aposentandos" que temos no momento, versus a população laboral, que não cresce na mesma proporção - seja por absoluta falta de oportunidades (explico já), seja pelo surgimento de novas tecnologias, que demandam redução do trabalho, tal como o víamos há umas décadas atrás... exemplo disso são os bancos - quando iniciei minha "carreira" como bancário, no final da década de 70, trabalhava numa agência em que estavam lotados quase sessenta funcionários - hoje em dia, a mesma unidade bancária gere os negócios de sua clientela com algo em torno de doze (12) servidores. Imagina!!!!!

Por falta de oportunidades, identificaríamos os empreendimentos que poderiam muito bem ser implementados ou crescer, em solo brasileiro, mas a carga tributária altíssima - uma das mais altas do mundo, diga-se de passagem, desencoraja novos desbravadores, e os empresários já instalados estão constantemente buscando alternativas para reduzir seus quadros, mantendo produtividade... então...

Mas não se pode ter avaliação assim por demais simplista.

A massa de recursos amealhados a cada ano só faz aumentar, mercê das contribuições de todos nós, de tributos especificamente voltados para tal (como a CSLL, COFINS, PIS e outros penduricalhos tributários), das receitas com as loterias oficiais, as importações também produzem sua fatia, e por aí vai. Confiram o artigo 195, da Constituição Federal de 1988 (é, aquele livrinho chinfrim que nossos homens públicos fazem questão de retalhar a seu bel-prazer).

Em contrapartida, há participantes do butim, ah se existem!!!!! O governo federal, a pretexto de "desengessar" receitas com destinações específicas, morde alentados 30% (TRINTA POR CENTO) das receitas com destinações sociais ou econômicas, então...

Agora, considerem atentamente o cálculo simplista que lhes proponho a seguir:

Levando-se em conta a estimativa, ao final do ano passado, de 381 bilhões de reais em receitas sociais/previdenciárias... MASSSSSS... "aliviando-se" esse montante de 30% - algo em torno de 127 bilhões de reais... conseguimos chegar bem próximo ao déficit projetado de 181 bilhões!!!!!

NÃO É INTERESSANTE? O deficit é provocado em grande parte pelo exercício da DRU!!!!! (nada obstante a ponderação do Dr. Vitor Oliveira, cientista político, de que a desvinculação é necessária para que o governo tenha algum "oxigênio", para acorrer a despesas "satélite", digamos assim...*).

A diferença para o restante do déficit? SIMPLES - resultado puro e simples de má administração, e da ministração indiscriminada de propinas e benesses indevidas/não planejadas/forçadas pelos parlamentares...

Detalhe... as aposentadorias dos Srs. parlamentares federais vão muito bem obrigado, sem mudanças... Praticamente só daí, com o expurgo de benesses tão imorais quanto desnecessárias, se conseguiria recuperar o restante do pretenso "deficit"... me corrijam...

Que a Previdência precisa ser repensada, Ok. MAS NÃO COMO ESTÁ SENDO EMPURRADO GOELA ABAIXO DE NOSSA GENTE. ISSO NÃO!

*Uma pergunta para os "universitários" - se o orçamento, como está, engessado "em termos", porque não se rever sua distribuição, e se remanejar as coisas DE OUTRO LUGAR QUE NÃO A PREVIDÊNCIA? Porque, por exemplo, os bancos continuam lucrando com o mercado de títulos públicos (nossas taxas remuneratórias são razoavelmente encorpadas, em comparação, por exemplo, com o que se pratica nos E.U.A.)

sexta-feira, 10 de março de 2017

GRAÇA... SEM DESGRAÇA?

Deformações de fé... o que exatamente se busca, além da acomodação das próprias culpas?

No mundo estranho em que vivemos, dominado por inversões alienadas (exponho algumas a seguir), e sentimentos contraditórios (idem), nada mais natural do que a busca a qualquer custo pelo que pode ser (em minha opinião É) eterno, e a elevação do espírito para além das mazelas humanas.

Hoje em dia temos a indústria bélica, onde "senhores da guerra" (malditos sejam) vendem armas para irmãos de etnia - provavelmente o fundo de investimentos em que você aplica os caraminguás mensais faz inversões em grupos empresariais do ramo bélico, como o Carlyle, por exemplo (ok, há controvérsias, mas pesquisem...). E se isso acontecer, imagine a coisa prosaica - você, que prega a paz, PODE ESTAR investindo na guerra? Lindo, não?

Hoje em dia temos a indústria farmacêutica obstando remédios curativos, por que são BARATOS (vide a badalada fosfoetanolamina, e muita coisa mais, que temos aprendido com os laboratórios farmacêuticos a condenar...).

Temos hoje em dia uma inversão de valores "piradíssima", em que criminosos contumazes costumam valer mais do que os policiais que os perseguem, na mentalidade simplista de que aqueles (os criminosos) não tiveram opção de vida, pobrezinhos... bobagens dos humanistas de plantão, interessados mais em holofotes do que propriamente na miséria humana.

E, no "live and let die" que tomou conta do mundo, temos, naturalmente alienações no âmbito religioso. Embora a multiplicidade de manifestações de fé deva ser algo natural para a humanidade, algumas derivações sem dúvida alguma tocam as raias do absurdo.

Alguém já dissera que "texto fora do contexto é pretexto". Mas o que dizer quando textos são removidos do contexto? O que sobra, teria respeitabilidade, veracidade plena, validade, enfim?

Nós, cristãos de todas as vertentes, temos como regra de fé e prática a Bíblia Sagrada. Conciliares de algum século atrás estiveram ponderando sobre a adição ou não à Bíblia chamada canônica de mais livros que a compusessem, e após algum debate, muitas versões das escrituras sagradas passaram a contar com os chamados livros "deuterocanônicos".

Agora, com ventos da modernidade estranha que sopram sobre a humanidade, algumas pessoas resolveram compilar uma bíblia que contemplasse segmentos da sociedade que estariam sendo rejeitados - imaginem o absurdo!!!!*, pelas escrituras originais. E, num arroubo ousado, decidiram simplesmente eliminar do canon sagrado as referências a ditos segmentos - a saber, auto-denominados representantes do segmento social LGBT recortaram da Bíblia os textos que os acusariam, e... voilá! Nos saem com uma Bíblia, cujo nome ficou "Graça sobre Graça".

Mas, vejamos... se a moda pega, as "profissionais do sexo" podem então elaborar uma versão na qual eliminem as maldições que são evocadas sobre a prostituição... os agiotas podem retirar do livro sagrado o libelo acusatório... enfim... pode-se criar uma "bíblia" talhada conforme as faltas humanas, ou elidindo-as.

Não, "senhores geniais", criadores desse livro desfigurado, em que a graça é proclamada, mas uma graça barata, que qualquer um pode formatar.

Definitivamente NÃO.

O que vocês têm NÃO é um ramo da igreja cristã, o livro que pretensamente seguem NÃO É a Bíblia, as liturgias que praticam não são voltadas para o Alto.

Aí entra a desgraça - a negação da graça e submissão implícita que ela aponta lhes produz (produzirá) desgraça. O DONO de todas as coisas não deixou seus registros para que fossem retalhados e aviltados, como algo condenável ou dispensável. E Ele vai julgar, não será necessária a ira de mortais como eu mesmo. Graça, em seu significado essencial, quer dizer "favor imerecido". Já a desgraça sempre será resultado merecido. Acreditem, estudei a respeito (a única exceção será, talvez, o que aconteceu com Jó, mas isso é outra história).

A propósito, considerem ler minha crônica a respeito dessa abominação moderna, de 18 de Janeiro passado.

*claro, estou sendo irônico. Deus aceita o pecador, MAS REJEITA O PECADO. E pronto. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

TRIBUTO A UM ADMINISTRADOR

Moralidade... precisa começar por cada um de nós...


Sem dúvida há bons administradores públicos por aí. Não é possível que numa nação de 5.570 municípios (últimas verificações oficiais), é impossível que não tenhamos bons administradores cuidando de uma ou outra cidade (notem o descrédito por trás do palavrório...).

Me parece que o Sr. João Dória Jr. está indo bem. Deus o guarde! Gerir Sampa é um desafio hercúleo, sem dúvida alguma!

Mas, recentemente mais alguém surgiu da multidão ignota dos administradores públicos... Não é que o Sr. Daniel Guerra, de Caxias do Sul - RS, deu uma "chamada" num faltoso???? Confiram...

Pito de Patrão?

Vamos aos fatos... Um prefeito recém-eleito chega em uma repartição de sua prefeitura, e um funcionário de seu quadro, que deveria estar alí em seu mister, não está - e aparentemente sem justificativa conhecida.

O que ele deveria fazer? O ÓBVIO - perguntar o que está acontecendo. E a quem? Claro, ao dito cujo funcionário faltante.

Então... porque isso está "causando" tanto?

SIMPLES. O FALTOSO É UM MÉDICO.

No âmbito de alguns círculos da área da Saúde, costuma-se dizer que "os enfermeiros pensam que são Deus - e os médicos têm certeza."

A rudeza irônica da máxima denota bem como são vistos alguns (muitos, muitíssimos, eu diria) profissionais da área.

Então, o CREMERS está revoltadinho com a atitude do Sr. Guerra. Entra aqui o fisiologismo num nível de saturação tal, que chega a causar náuseas!

Consideraram "assédio moral", "desrespeito", "falta de ética", a atitude do administrador. Que, com toda a certeza, com clareza, estava estritamente dentro de seus deveres em chamar à atenção alguém que tem compromisso certo, e pelo qual inclusive recebe salário que a maioria dos brasileiros não tem - algo em torno de 5.700,00 (arrendondamento meu). Imaginem, meus amigos e amigas, se você se agenda para um atendimento, e quem deveria te atender não comparece! Pois então... DEZESSEIS PESSOAS estavam esperando.

Se chamar ao cumprimento do dever, ou da obrigação, é "assédio moral", então o CREMERS está certo.

Se tornar público (como se isso fosse exceção) o comportamento desrespeitoso de quem se dispõe a fazer algo sob paga, e não faz... se for desrespeitoso, então o CREMERS está correto, em sua leitura do episódio.

E... o que seria falta de ética, na visão do "egrégio" Conselho?

Bem... bem... bem... no capítulo III do Código de Ética Médica o profissional interpelado certamente seria enquadrado em alguma coisa. Então, falando em ética médica... VAMOS MUDAR DE ASSUNTO?

O que o Sr. Guerra fez está dentro das mais claras e estreitas atribuições de seu cargo - CUIDAR DA COISA PÚBLICA. No aspecto puramente material, ele está arguindo, com outras palavras em "porque está pagando salário a alguém que não está trabalhando". Numa análise ontológica do problema, ele está também zelando pelo bem-estar de quem o elegeu - e não foi pra isso mesmo que o elegeram?

NÃO, SENHORES DO CREMERS. Vocês não têm razão no "esperneio". Melhor seria que ficassem calados, ao invés de se prestarem à faina odienta de defender quem infringe regras pré-estabelecidas, a seu bel-prazer.

Nem sequer a referência a "greve", que o profissional alegou tem cabimento. PESSOAS... os "rapazes" e "moças" de branco querem MAIS R$ 2.000,00 para assinalarem o ponto eletrônico, e por isso fazem greve!!!!!! Imaginem se a moda pega, pra quem precisa " bater o ponto"??????? Poderíamos rotular isso de "assédio moral" praticado por uma categoria inteira, contra seus empregadores?

Senhores do CREMERS, leiam novamente a estupidez que exararam - "injustificável a exposição midiática do médico, e o uso político no trato de uma questão administrativa, comum no dia a dia"... Isto é, reconhecem com todas as letras que esse comportamento rebelde e desonesto (de não trabalhar e, mesmo assim, receber salário) é algo corrente, costumeiro, institucional mesmo!!!!

À classe médica rendo meus respeitos - há muitos que  realmente honram o tal "juramento de Hipócrates". Dentre outros que respeito me lembrarei sempre com carinho de pessoas como Dr. Matheus - lá de Jequiriçá (interior baiano), e sua dedicação.

Mas temos, no meio médico, uma nova estirpe de profissionais que, infelizmente, dá pouco ou nenhum valor à vida humana e seus sofrimentos - pessoas incríveis, de roupas da moda, que edificam clínicas maaaaaravilhosas e caras, que passeiam de veículos importados ou motocicletas caríssimas e, nada obstante, ignoram que costuma ser o SOFRIMENTO humano que lhes dá vantagem para terem aquelas benesses. Ignoram que há pessoas dependentes delas. Se acham num Olimpo imaginário, de onde apenas toleram os outros mortais, que muitas vezes lhes acorrem em desespero.

PRECISAMOS de mais administradores como o Sr. Guerra. Gente que pergunte claramente: "o que você está fazendo, para merecer teu salário?" E isso em todas - TODAS - as instâncias da administração pública. Em suma, do Rio Grande do Sul nos vem um exemplo a ser seguido.

NÃO PRECISAMOS de quem desmerece o tempo, paciência e esperanças alheios. Imaginem, dentre aqueles sofredores - esperando por 15 minutos (muitas consultas públicas ficam nesse escasso prazo, acreditem) de atenção profissional - talvez alguém tenha viajado de longe, talvez horas, para o atendimento do "seu dotô"!!!!! Quem paga esse prejuízo, senhores do CREMERS?????

Ah, me poupem... fisiologismo tem hora. Safadeza também. Precisamos definir onde queremos ir com atitudes e procedimentos que desmerecem o restante da sociedade. COMO QUEREMOS UMA SOCIEDADE MELHOR, se nós mesmos a conspurcamos?

Vou além... como, senhores e senhoras, poderemos jamais exigir respeito (que não se cobra, é conquistado!) se não respeitamos outrem*?

*por outrem traduza-se o patrão, ou as pessoas que servimos diuturnamente...



QUANDO A INTELIGÊNCIA ENCONTRA A ALIENAÇÃO

Com muito prazer republico um texto profundíssimo, que pode divertir, e vai trazer muita luz, sobre o momento político que vivemos. É ...