GRAÇA... SEM DESGRAÇA?

Deformações de fé... o que exatamente se busca, além da acomodação das próprias culpas?

No mundo estranho em que vivemos, dominado por inversões alienadas (exponho algumas a seguir), e sentimentos contraditórios (idem), nada mais natural do que a busca a qualquer custo pelo que pode ser (em minha opinião É) eterno, e a elevação do espírito para além das mazelas humanas.

Hoje em dia temos a indústria bélica, onde "senhores da guerra" (malditos sejam) vendem armas para irmãos de etnia - provavelmente o fundo de investimentos em que você aplica os caraminguás mensais faz inversões em grupos empresariais do ramo bélico, como o Carlyle, por exemplo (ok, há controvérsias, mas pesquisem...). E se isso acontecer, imagine a coisa prosaica - você, que prega a paz, PODE ESTAR investindo na guerra? Lindo, não?

Hoje em dia temos a indústria farmacêutica obstando remédios curativos, por que são BARATOS (vide a badalada fosfoetanolamina, e muita coisa mais, que temos aprendido com os laboratórios farmacêuticos a condenar...).

Temos hoje em dia uma inversão de valores "piradíssima", em que criminosos contumazes costumam valer mais do que os policiais que os perseguem, na mentalidade simplista de que aqueles (os criminosos) não tiveram opção de vida, pobrezinhos... bobagens dos humanistas de plantão, interessados mais em holofotes do que propriamente na miséria humana.

E, no "live and let die" que tomou conta do mundo, temos, naturalmente alienações no âmbito religioso. Embora a multiplicidade de manifestações de fé deva ser algo natural para a humanidade, algumas derivações sem dúvida alguma tocam as raias do absurdo.

Alguém já dissera que "texto fora do contexto é pretexto". Mas o que dizer quando textos são removidos do contexto? O que sobra, teria respeitabilidade, veracidade plena, validade, enfim?

Nós, cristãos de todas as vertentes, temos como regra de fé e prática a Bíblia Sagrada. Conciliares de algum século atrás estiveram ponderando sobre a adição ou não à Bíblia chamada canônica de mais livros que a compusessem, e após algum debate, muitas versões das escrituras sagradas passaram a contar com os chamados livros "deuterocanônicos".

Agora, com ventos da modernidade estranha que sopram sobre a humanidade, algumas pessoas resolveram compilar uma bíblia que contemplasse segmentos da sociedade que estariam sendo rejeitados - imaginem o absurdo!!!!*, pelas escrituras originais. E, num arroubo ousado, decidiram simplesmente eliminar do canon sagrado as referências a ditos segmentos - a saber, auto-denominados representantes do segmento social LGBT recortaram da Bíblia os textos que os acusariam, e... voilá! Nos saem com uma Bíblia, cujo nome ficou "Graça sobre Graça".

Mas, vejamos... se a moda pega, as "profissionais do sexo" podem então elaborar uma versão na qual eliminem as maldições que são evocadas sobre a prostituição... os agiotas podem retirar do livro sagrado o libelo acusatório... enfim... pode-se criar uma "bíblia" talhada conforme as faltas humanas, ou elidindo-as.

Não, "senhores geniais", criadores desse livro desfigurado, em que a graça é proclamada, mas uma graça barata, que qualquer um pode formatar.

Definitivamente NÃO.

O que vocês têm NÃO é um ramo da igreja cristã, o livro que pretensamente seguem NÃO É a Bíblia, as liturgias que praticam não são voltadas para o Alto.

Aí entra a desgraça - a negação da graça e submissão implícita que ela aponta lhes produz (produzirá) desgraça. O DONO de todas as coisas não deixou seus registros para que fossem retalhados e aviltados, como algo condenável ou dispensável. E Ele vai julgar, não será necessária a ira de mortais como eu mesmo. Graça, em seu significado essencial, quer dizer "favor imerecido". Já a desgraça sempre será resultado merecido. Acreditem, estudei a respeito (a única exceção será, talvez, o que aconteceu com Jó, mas isso é outra história).

A propósito, considerem ler minha crônica a respeito dessa abominação moderna, de 18 de Janeiro passado.

*claro, estou sendo irônico. Deus aceita o pecador, MAS REJEITA O PECADO. E pronto. 

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